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Cidade mais feliz da América Latina fica no Brasil e é conhecida por conta da poluição

Por Clyverton da Silva
03/05/2026
31 de outubro será feriado e muitos brasileiros não precisarão trabalhar

Imagem ilustrativa: Freepik

São Paulo foi eleita a cidade mais feliz da América Latina em 2026, segundo o Happy City Index. Este estudo avalia a qualidade de vida em cidades do mundo todo, usando 64 indicadores, como governança, meio ambiente e saúde.

São Paulo, destacando-se em mobilidade urbana e políticas de sustentabilidade, superou metrópoles como Nova York e Pequim, alcançando a 161ª posição global.

A capital paulista, junto com Curitiba e Belo Horizonte, que aparecem nas 197ª e 219ª posições respectivamente, são as únicas cidades brasileiras no ranking. O índice ressalta a capacidade de São Paulo em adaptar-se e inovar em políticas urbanas e oferece um modelo que outras metrópoles podem seguir.

O que contribuiu para o sucesso de São Paulo?

São Paulo investiu em áreas como educação e saúde pública para melhorar a qualidade de vida de seus habitantes. As universidades renomadas e as políticas de mobilidade urbana foram fundamentais para esse avanço no índice de felicidade urbana.

Além disso, a governança participativa facilitou a implementação de estratégias eficazes.

Ainda que esteja no topo da América Latina, São Paulo enfrenta desafios ao competir globalmente. Copenhague, Helsinque e Tóquio são as líderes mundiais, destacando-se em inovação e sustentabilidade.

Poluição ainda é destaque

O ar poluído de São Paulo está associado a um aumento significativo no risco de doenças renais, de acordo com um estudo realizado entre 2011 e 2021.

A pesquisa, conduzida pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) em parceria com universidades europeias, analisou 37.170 internações por doenças renais e correlacionou os dados ao nível de partículas inaláveis finas, as MP2,5, ligeiramente superior ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O estudo destaca que a exposição prolongada a estas partículas eleva consideravelmente o risco de hospitalização por doenças renais.

A OMS estabelece um limite anual de 5 microgramas por metro cúbico para partículas MP2,5. Já a Resolução CONAMA nº 491/2018 no Brasil determina 25 microgramas/m³ como aceitável. Medições em São Paulo indicam que essa concentração frequentemente ultrapassa o padrão, atingindo níveis que chegam a 65 microgramas.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Clyverton da Silva

Clyverton da Silva

Jornalista e editor do TNH1 Variedades.

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