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Cientistas criam exame que pode indicar quem vai viver mais

Por Julia da Silva
07/03/2026
Cientistas criam exame que pode indicar quem vai viver mais

Créditos: Freepik

Descobrir quanto tempo uma pessoa ainda pode viver sempre foi um dos grandes mistérios da ciência. Agora, um novo estudo sugere que a resposta pode estar escondida em algo surpreendentemente simples: um exame de sangue.

Pesquisadores identificaram pequenas moléculas presentes no organismo que podem indicar a probabilidade de sobrevivência de pessoas idosas nos próximos anos. A descoberta foi publicada na revista científica Aging Cell e abre caminho para uma nova forma de avaliar o envelhecimento humano.

Moléculas do sangue podem prever expectativa de vida

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Escola de Medicina da Universidade Duke, nos Estados Unidos. Segundo os autores, determinados fragmentos de RNA — chamados de piRNAs — podem funcionar como um verdadeiro “termômetro biológico” da longevidade.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram mais de 1.200 amostras de sangue de pessoas com 71 anos ou mais. Utilizando inteligência artificial, a equipe avaliou 187 fatores clínicos e centenas de pequenos fragmentos de RNA presentes nas amostras.

O resultado surpreendeu até os próprios cientistas. Um conjunto de apenas seis moléculas específicas foi capaz de prever a sobrevivência dos participantes pelos dois anos seguintes com uma precisão de até 86%.

De acordo com a pesquisadora Virginia Byers Kraus, autora sênior do estudo, esse grupo de piRNAs se mostrou um indicador ainda mais forte do que fatores tradicionalmente associados à longevidade, como idade, nível de colesterol ou hábitos de vida.

Os participantes que viveram mais tempo apresentaram níveis mais baixos dessas moléculas no sangue. Esse padrão já havia sido observado em organismos simples, nos quais a redução de certos RNAs está ligada ao aumento da longevidade.

Apesar do entusiasmo, os pesquisadores ressaltam que o exame ainda está em fase de investigação e não deve ser usado como uma previsão definitiva de vida.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Julia da Silva

Julia da Silva

Jornalista com experiência em textos jornalísticos e de redação criativa, interessada pelo mundo e por boas histórias.

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