A felicidade não é um estado fixo: exige movimento, variedade e o momento certo para introduzir novidades.
Daniel Gilbert, Edgar Pierce Professor de Psicologia em Harvard, resume essa ideia ao afirmar que o segredo da felicidade está em saber quando buscar novidade, não apenas em buscá-la.
Há décadas, Gilbert estuda como as pessoas lidam com o tempo e a vida social e os erros que cometem ao prever as próprias emoções.
Daniel Gilbert, professor de psicologia da Harvard: “O segredo da felicidade é a variedade, mas o segredo da variedade, como o segredo de todas as especiarias, é saber quando usá-la”
Ele é um dos cientistas mais influentes do mundo. Seu livro Stumbling on Happiness ficou seis meses na lista de mais vendidos do New York Times.
Vendeu mais de um milhão de cópias em todo o mundo e recebeu da Royal Society o prêmio General Book Prize de melhor livro de ciência do ano.
Suas palestras TED tiveram mais de 15 milhões de visualizações e permanecem entre as mais populares de todos os tempos.
Em Harvard, ele investiga como e por que as pessoas erram ao prever as próprias emoções.
As emoções flutuam, assim como a pressão arterial, alternando entre felicidade e infelicidade.
Essa oscilação nos orienta pelo mundo, mas tendemos a resistir a ela, tentando manter estados positivos permanentes e evitar a dor a qualquer custo.
As coisas ruins não nos afetam tão profundamente quanto esperamos, e o mesmo vale para as coisas boas.
A adaptação é rápida, uma capacidade que nos salva do desespero, mas também nos rouba a euforia duradoura.
Gilbert chama isso de previsão afetiva: nossa dificuldade em antecipar com precisão as consequências emocionais de nossas escolhas e eventos futuros.
A ilusão que nos persegue
Acreditamos que as experiências das outras pessoas pouco podem nos ensinar sobre as nossas.
Essa ilusão de exclusividade nos leva a imaginar que somos especiais, únicos naquilo que sentimos, diferentes de todos os demais.
Como resultado, repetimos erros que outros já cometeram, achando que nossa situação é excepcional.
Essa dificuldade de prever as emoções futuras também aparece nas escolhas que fazemos no presente.
Gilbert pesquisa como as pessoas tomam decisões que envolvem sacrifícios para o futuro e como buscam compreender umas às outras, em temas que vão da comunicação cotidiana ao conselho que damos e recebemos.
A pesquisa parte de uma ideia central: o mundo não é como parece, e a ciência existe para descobrir essas diferenças.





