Ter espaço em casa não basta para criar um pastor-alemão de trabalho.
O psicólogo, coach e educador canino Manuel Balibrea, da Canine-Service, incluiu a raça entre as cinco mais exigentes que já avaliou por causa da energia e da inteligência que ela reúne.
Educador canino explica por que o pastor alemão exige muito mais do que apenas carinho dos donos
O educador canino descreveu o animal como uma linhagem construída para funcionar sob pressão, sem espaço para erro.
Segundo ele, cada gesto e cada olhar do pastor-alemão revelam uma explosão de energia contida, que precisa ser canalizada para atividades físicas ou mentais.
Balibrea o caracterizou como uma máquina de trabalho, obediência e instinto.
Para o educador, o pastor-alemão não deve ser tratado apenas como animal de estimação, mas como um cão com instinto de trabalho acima da média.
Ele resume a raça como uma combinação de obediência, força e disciplina que exige atenção constante de quem decide adotá-la.
O risco, segundo Balibrea, não está nas características do cão, mas no que acontece quando essa energia não encontra saída.
Para um tutor despreparado, porém, a mesma energia que torna a raça valorizada em atividades de trabalho pode se transformar em um problema difícil de controlar dentro de casa.
Rotina, estímulo e descanso real
Balibrea explicou que o animal precisa de desafios diários, direção firme e um tutor disposto a acompanhar seu ritmo físico e mental.
Essas atividades envolvem educação, aprendizado de exercícios e tarefas que exigem concentração do cão.
Isso não significa que todo exemplar da raça vá desenvolver problemas de comportamento.
O alerta do educador lembra que as mesmas qualidades que tornam esse cão excepcional em tarefas de trabalho também exigem tempo, constância e conhecimento de quem decide cuidar dele.





