A região do Pacífico Equatorial conhecida como Niño 3.4 registra temperatura da superfície do mar 3,3ºC acima da média histórica, patamar nunca antes visto, de acordo com o índice ONI utilizado pela MetSul Meteorologia.
Nunca antes um mês de outubro havia registrado números tão altos, e já é possível notar no Centro-Sul brasileiro um aumento no volume de chuva e na recorrência de temporais. Esse patamar de aquecimento enquadra o evento no chamado Super El Niño, categoria que reúne anomalias de +2ºC ou mais.
Em outubro de 1982-1983, 1997-1998, 2015-2016 e 2023-2024, os eventos anteriores registravam +2,0ºC, +2,0ºC, +2,1ºC e +1,5ºC, respectivamente. O fenômeno atual já supera todos eles nesta mesma época.
Estados sob maior risco de enchentes

Projeções da MetSul Meteorologia apontam que nas próximas semanas a chuva será volumosa a excessiva em boa parte do Centro-Sul, com destaque para Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul, além de trechos de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.
Até o final de outubro, a chuva acumulada deve chegar a marcas bem elevadas sobretudo no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo, o que eleva consideravelmente o risco de inundações e cheias de rios em diversas localidades.
O Paraná é o estado que mais preocupa os meteorologistas por causa dos volumes de chuva esperados nas próximas semanas. Modelos de previsão indicam precipitação entre 100 mm e 300 mm para grande parte do estado até o fim do mês, embora algumas simulações tragam cenários.
Ainda mais extremos, com acumulados entre 300 mm e 500 mm em pontos específicos do território. A preocupação aumenta porque a região já registrou chuvas intensas recentemente.
Perspectivas e monitoramento essencial
Segundo informações governamentais, o fenômeno deve persistir com intensidade forte a muito forte até o primeiro trimestre de 2027. A probabilidade de atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro é de 95%.
A alteração dos padrões de circulação atmosférica global canaliza umidade em excesso para o Centro-Sul brasileiro durante a transição para a estação mais úmida do ano, potencializando eventos climáticos extremos.





