Em uma entrevista concedida ao podcast The Joe Rogan Experience, conduzido pelo comediante Joe Rogan, Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, viralizou ao anunciar que os smartphones tradicionais deixarão de existir como os conhecemos em um prazo de cinco a seis anos.
A previsão, que gerou repercussão imediata no setor, não se limita a um simples redesign de hardware ou a uma atualização de sistema. Para Musk, trata-se de uma ruptura completa na forma como as pessoas acessam informações, se comunicam e consomem conteúdo digital.
“Não haverá sistemas operacionais. Não haverá aplicativos”
Durante a conversa, Musk descreveu o que, em sua visão, substituirá o smartphone:
“Não teremos um celular no sentido tradicional. O que chamaremos de telefone será, na verdade, um nodo periférico para inferência de IA com conexões sem fio. A inteligência artificial no servidor se comunicará com a IA no seu dispositivo e gerará vídeo em tempo real de qualquer coisa que você possa imaginar.”
Elon Musk durante entrevista ao The Joe Rogan Experience
O dispositivo do futuro, segundo o magnata, manteria apenas três componentes físicos essenciais: uma tela, alto-falantes e conectividade sem fio. Todo o processamento pesado seria delegado a servidores remotos de inteligência artificial na nuvem.
“O telefone simplesmente exibirá os pixels e emitirá os sons que ele antecipa que você mais gostaria de receber”, explicou Musk.
O que isso significa para a indústria?
A projeção de Musk, se se confirmar, teria implicações estruturais enormes. O primeiro impacto seria na economia de aplicativos, que sustenta bilhões de dólares em receita para Apple, Google e milhares de desenvolvedores, que enfrentaria um “reset” completo.
Já os sistemas operacionais como o iOS, da Apple, e o Android, do Google, pilares do ecossistema móvel atual, deixariam de ser relevantes. Além disso, a publicidade digital, modelada ao redor de feeds, buscas e notificações, precisaria ser reinventada.
Fora isso, analistas também apontam que a privacidade assumiria uma dimensão nova: em vez de rastrear cliques e interações, a IA teria acesso a padrões de pensamento e intenção, o que também poderia levantar questões éticas.
Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais. Cubro política, economia e empreendedorismo com foco em clareza e contexto. Tenho afinidade com pautas de sustentabilidade e meio ambiente (ESG) e causa animal. Trabalho com planejamento editorial, monitoramento de tendências e análise de desempenho. Também atuo com jornalismo investigativo e de dados.