TNH1
  • TNH1
  • Variedades
  • Tudo Pop
  • Contato
    • Política de Privacidade
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • TNH1
  • Variedades
  • Tudo Pop
  • Contato
    • Política de Privacidade
Sem resultados
Ver todos os resultados
TNH1
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Geral

Empresário que assumiu o World Trade Center antes do 11 de Setembro passou a comandar um dos maiores projetos de reconstrução

Por Matheus Chaves
21/09/2026
Empresário que assumiu o World Trade Center antes do 11 de Setembro passou a comandar um dos maiores projetos de reconstrução

Imagem: UJA-Federation of New York/Wikimedia Commons

A história do empresário imobiliário Larry Silverstein é digna de filme. Isso porque ele foi salvo da morte devido a uma preocupação da esposa e, além disso, simplemente havia assumido, junto com investidores, um contrato de arrendamento de 99 anos das Torres Gêmeas e de outras áreas do complexo World Trade Center, em Nova York, poucas semanas antes dos atentados de 11 de setembro de 2001. Desde então, esse passou a comandar um os maiores projetos de reconstrução no mundo.

O acordo com a Port Authority of New York and New Jersey envolveu US$ 3,2 bilhões e colocou o empresário no centro de uma das maiores transformações urbanas da história recente dos Estados Unidos.

A situação mudou completamente em 11 de setembro. Os ataques destruíram as Torres Gêmeas e outros edifícios do complexo, enquanto 2.753 pessoas morreram em Nova York. Dez dias depois da tragédia, Silverstein anunciou publicamente que pretendia participar da reconstrução do local, defendendo a recuperação da região como um importante centro comercial de Lower Manhattan.

Silverstein havia acabado de assumir o complexo

Quando os ataques aconteceram, Silverstein ainda estava no início de seu contrato. O empresário e um grupo de investidores haviam conquistado o direito de explorar comercialmente o World Trade Center por 99 anos apenas seis semanas antes.

O acordo foi realizado poucos meses antes da destruição das torres. A coincidência fez com que Silverstein passasse de um empresário que acabara de assumir um dos maiores complexos imobiliários de Nova York para uma das figuras diretamente envolvidas nas discussões sobre o futuro do terreno.

Depois dos ataques, surgiu um amplo debate sobre o que deveria ser construído no local. Havia propostas para transformar a área principalmente em memorial ou em uma região residencial. Silverstein, entretanto, defendia que o espaço voltasse a exercer uma função econômica importante.

Reconstrução começou anos depois dos atentados

A recuperação da área não aconteceu rapidamente. Os incêndios provocados pelos ataques permaneceram durante semanas, e a reconstrução dos novos edifícios começou somente depois de um longo processo de planejamento.

O primeiro dos novos arranha-céus a entrar em construção foi o 7 World Trade Center, em 2003. O edifício foi erguido no mesmo terreno onde ficava a construção anterior com o mesmo nome e acabou se tornando uma das primeiras partes do novo complexo.

A reconstrução envolveu muito mais do que levantar novos prédios. O projeto incluiu infraestrutura subterrânea, ruas, áreas abertas, transporte público, espaços comerciais e o memorial dedicado às vítimas dos atentados.

Por isso, o World Trade Center reconstruído passou a ser resultado de investimentos públicos e privados de diferentes instituições, e não apenas de uma iniciativa imobiliária individual.

One World Trade Center virou o principal símbolo da reconstrução

Um dos elementos mais conhecidos do novo complexo é o One World Trade Center. O edifício foi inaugurado em 2014 e possui 1.776 pés de altura, uma referência ao ano de 1776, quando a Declaração de Independência dos Estados Unidos foi assinada.

Embora Silverstein tenha participado do processo de reconstrução, a estrutura de propriedade e desenvolvimento do edifício passou por mudanças ao longo dos anos. Em 2006, ele abriu mão dos direitos de desenvolvimento da torre em um acordo que ajudou a viabilizar o financiamento público de outras partes do empreendimento. Em 2010, a Durst Organization adquiriu uma participação de 10% no projeto.

O arranha-céu acabou se tornando uma nova referência no horizonte de Manhattan. Empresas passaram a ocupar o edifício, enquanto a região ao redor recebeu novas estruturas destinadas a comércio, transporte e atividades culturais.

O projeto também ganhou um grande centro de transporte

A reconstrução do World Trade Center incluiu o Oculus, projeto arquitetônico criado pelo espanhol Santiago Calatrava.

O espaço funciona como estação de transporte e centro comercial e foi inaugurado em 2016, no aniversário de 15 anos dos atentados. A construção utiliza uma estrutura branca de grandes dimensões e passou a integrar o sistema de transporte de Lower Manhattan.

Outro elemento fundamental foi o 9/11 Memorial Museum, construído na área onde ficavam as torres. O espaço passou a preservar a memória das vítimas e dos acontecimentos de 2001, acrescentando uma função memorial ao novo complexo.

Assim, o terreno que antes era ocupado principalmente por edifícios comerciais passou a reunir escritórios, comércio, transporte público e equipamentos destinados à memória dos ataques.

Silverstein continuou envolvido em parte dos edifícios

A participação do empresário não terminou com a definição do novo complexo. A Silverstein Properties permaneceu proprietária do 7 World Trade Center e manteve participações importantes nos edifícios 3 e 4 World Trade Center.

Essas torres foram ocupadas por empresas de diferentes setores, incluindo companhias de tecnologia, mídia, serviços financeiros e outras atividades. A composição dos ocupantes também refletiu mudanças na economia de Nova York nas décadas seguintes aos atentados.

O novo World Trade Center, portanto, não reproduziu exatamente o modelo econômico das antigas Torres Gêmeas. A região passou a receber uma combinação mais diversificada de empresas e também ganhou uma quantidade maior de moradores em Lower Manhattan.

Reconstrução ultrapassou dezenas de bilhões de dólares

A dimensão financeira do projeto ajuda a explicar por que a recuperação demorou tantos anos. Além dos próprios edifícios, foram necessários recursos para transporte, infraestrutura subterrânea, ruas, espaços públicos e o memorial.

Uma estimativa citada pela Forbes apontava que os investimentos públicos e privados no projeto já haviam alcançado aproximadamente US$ 20 bilhões duas décadas depois dos atentados. A projeção era de que o custo total chegasse a US$ 26,2 bilhões com a continuidade das obras dos edifícios 2 e 5 World Trade Center.

O número inclui gastos realizados por diferentes participantes do projeto. Entre eles estão a Port Authority e a Federal Transit Administration, responsáveis por parte dos investimentos em infraestrutura e transporte.

Isso demonstra a escala da transformação: a reconstrução do World Trade Center foi simultaneamente um empreendimento imobiliário, uma obra de infraestrutura e um projeto de recuperação urbana.

2 World Trade Center ainda representava um desafio

Mesmo anos depois dos ataques, nem todas as partes do projeto haviam sido concluídas.

O 2 World Trade Center permaneceu como uma das principais pendências da reconstrução. O edifício dependia da definição de um grande ocupante para que seu desenvolvimento avançasse de maneira definitiva.

Também estava previsto o 5 World Trade Center, planejado para uso residencial em uma parceria envolvendo a Silverstein Properties e a Brookfield Properties.

Esses projetos mostram como a transformação de uma área tão complexa não poderia ser concluída apenas com a construção das primeiras torres. O processo precisou acompanhar as mudanças no mercado imobiliário, nas necessidades de transporte e no perfil econômico de Lower Manhattan.

World Trade Center voltou a fazer parte da cidade

A reconstrução modificou profundamente a região onde ficavam as Torres Gêmeas. O novo complexo passou a combinar arranha-céus, escritórios, comércio, transporte e espaços dedicados à memória.

O 9/11 Memorial Museum também se tornou um dos pontos de visitação da região. Segundo dados citados pela Forbes, milhões de pessoas passaram pelo museu desde sua inauguração em 2014.

A transformação também alcançou o perfil residencial de Lower Manhattan. O número de moradores da região cresceu nas décadas seguintes, reforçando uma tendência de ocupação que já existia antes dos atentados, mas que recebeu impulso dos investimentos realizados após 2001.

Empresário ficou ligado a uma transformação histórica

Larry Silverstein entrou na história do World Trade Center por uma circunstância que parecia inicialmente apenas empresarial: poucas semanas antes dos atentados, ele havia assumido o arrendamento de longo prazo do complexo.

Depois da destruição das Torres Gêmeas, sua trajetória passou a estar associada ao processo de reconstrução de Lower Manhattan. O empresário continuou envolvido em parte dos edifícios e defendeu a recuperação da área como um centro econômico.

A reconstrução, porém, foi muito maior do que a atuação de uma única empresa. Port Authority, órgãos públicos, investidores, incorporadoras e diferentes empresas participaram de um projeto que levou décadas e transformou novamente o perfil de uma das áreas mais importantes de Nova York.

Mais de duas décadas depois dos atentados, o World Trade Center reconstruído reúne uma nova geração de arranha-céus, equipamentos de transporte, comércio e espaços de memória. E Silverstein, que havia assumido o complexo pouco antes de sua destruição, permaneceu como uma das figuras empresariais ligadas a essa transformação.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Matheus Chaves

Matheus Chaves

Jornalista e produtor de conteúdo com mais de nove anos de experiência em comunicação digital, produção editorial e jornalismo online.

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Sem resultados
Ver todos os resultados

Veja mais

Feriado

Quem vai entrar em férias coletivas no fim do ano precisa ficar atento às decisões das empresas

21/09/2026
Empresário que assumiu o World Trade Center antes do 11 de Setembro passou a comandar um dos maiores projetos de reconstrução

Empresário que assumiu o World Trade Center antes do 11 de Setembro passou a comandar um dos maiores projetos de reconstrução

21/09/2026
Pagamento extra inss cair conta

Pagamento extra do INSS ainda pode cair na conta de alguns aposentados e pensionistas em 2026

21/09/2026
Cinco gerações de uma família dos EUA nasceram no mesmo dia e agora entraram para o Guinness

Cinco gerações de uma família dos EUA nasceram no mesmo dia e agora entraram para o Guinness

21/09/2026
Taís Araújo mudou a forma de enxergar os exercícios aos 47 anos e diz que estética ficou em segundo plano na rotina

Taís Araújo mudou a forma de enxergar os exercícios aos 47 anos e diz que estética ficou em segundo plano na rotina

21/09/2026
  • Contato
  • Política de Privacidade

TNH1

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • TNH1
  • Variedades
  • Tudo Pop
  • Contato
    • Política de Privacidade

TNH1