Robert Kiyosaki, autor do best-seller “Pai Rico, Pai Pobre”, carrega hoje cerca de US$ 1,2 bilhão em dívidas, e trata o número não como um problema, mas como peça central da própria estratégia para acumular ainda mais riqueza.
Quem confirmou o valor foi Kim Kiyosaki, ex-mulher do autor e ainda sócia dele em negócios, em entrevista à revista Vanity Fair.
Fatia pessoal do escritor é bem menor que o valor total
Segundo Kim, o bilhão e tanto não pertence a Robert sozinho: o valor reflete o endividamento de um grupo de investidores imobiliários formado por cerca de 1.500 unidades residenciais, das quais o casal detém apenas uma parte, ao lado de outros sócios.
Dentro desse total, a fatia atribuída pessoalmente a Kiyosaki ficaria entre US$ 30 milhões e US$ 60 milhões, segundo estimativas da própria publicação. Mesmo assim, o autor trata o assunto com tranquilidade: “Os banqueiros ainda não pediram boletim”, resumiu, em declaração à revista americana.
Consultorias que acompanham fortunas de celebridades, como a Celebrity Net Worth, calculam o patrimônio total de Kiyosaki em torno de US$ 100 milhões.
Divisão entre dívida “boa” e “ruim” guia decisões do autor
A lógica financeira de Kiyosaki segue uma classificação que ele próprio popularizou ao longo da carreira: chama de dívida “boa” aquela usada para adquirir bens que se valorizam acima da taxa de juros do empréstimo, caso de imóveis, ouro, prata e bitcoin; já a dívida “ruim” seria a que só sustenta despesas, sem gerar retorno no futuro.
Bens de consumo pessoal, como uma Ferrari e um Rolls-Royce que possui, estariam pagos à vista, sem qualquer financiamento envolvido, segundo o próprio autor. A trajetória de Kiyosaki com dívidas não é isenta de sobressaltos: a Rich Global LLC, empresa fundada por ele, já pediu recuperação judicial em 2012.
Publicado originalmente em 1997, “Pai Rico, Pai Pobre” narra as lições financeiras que Kiyosaki diz ter recebido de duas figuras de sua infância: o próprio pai, professor com pouca desenvoltura para lidar com dinheiro, e o pai de um amigo, empresário que o ensinou a enxergar oportunidades de investimento.
O livro se tornou um dos mais vendidos do gênero de finanças pessoais em todo o mundo, o que ajuda a explicar por que a revelação da dívida bilionária do próprio autor repercutiu tanto nas redes sociais.





