Nas redes sociais, uma mulher denunciou recentemente ter sido submetida a um corte excessivo de cabelo ao fazer o exame toxicológico necessário para a obtenção da CNH.
O episódio, ocorrido em um laboratório do município paraibano de Sapé, trouxe à tona questionamentos sobre qual volume de cabelo realmente deve ser coletado nesse exame.
Especialistas dizem que o volume de fios necessário para o teste é mínimo, o que torna dispensável qualquer corte que deixe marcas aparentes na cabeça do candidato.
Portanto, retirar tufos largos ou usar lâmina para raspar a região foge do procedimento correto.
Exame para tirar CNH deixa falhas no cabelo de candidatas; veja quantos fios são necessários no procedimento
É a Resolução 923/2022 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que fixa como a coleta deve ocorrer, de que forma as amostras precisam ser rastreadas e quais garantias o candidato tem ao longo do processo.
Pelas normas, o material coletado deve ter espessura próxima à metade de um lápis e pelo menos três centímetros de comprimento.
O corte é feito rente ao couro cabeludo, em linha reta, usando tesoura própria para esse fim, nunca lâmina ou navalha.
Esse padrão é o mesmo cobrado pelos laboratórios credenciados junto à Secretaria Nacional de Trânsito, responsável por autorizar quem pode realizar o teste em todo o país.
Falhas visíveis no cabelo do candidato não deveriam ocorrer quando o protocolo é seguido.
Ana Karolina contou que, durante o procedimento no laboratório Roseanne Dore, duas mechas grandes foram cortadas: uma no topo da cabeça e outra na lateral.
A coleta precisou ser refeita depois que um envelope usado para guardar a amostra rasgou durante o processo.
De acordo com a candidata, ainda houve tentativa de retirar uma terceira mecha.
Ela relatou dor física e abalo na autoestima, e o laboratório reconheceu uma falha interna após apuração.
Depois da repercussão, Ana Karolina e o laboratório fecharam um acordo: a empresa ficou responsável por bancar o tratamento capilar, o suporte psicológico e outras providências ligadas aos prejuízos causados a ela.
Por que erros desse tipo são raros?
Postos de coleta credenciados passam por treinamento específico e seguem protocolos rígidos justamente para evitar situações como essa.
Cortes malfeitos, retirada de pele ou formação de falhas normalmente indicam descumprimento das regras ou despreparo de quem aplica o teste.
Uma das principais causas desses incidentes é o uso de instrumento inadequado, como tentar raspar a região com lâmina, quando o procedimento correto pede apenas o corte de uma mecha fina com tesoura.
A supervisão adequada durante a coleta ajuda a manter o exame dentro do padrão e a evitar casos como o registrado na Paraíba.
O candidato que passa pelo exame toxicológico tem o direito de acompanhar cada etapa da coleta e de recusar qualquer procedimento que fuja do previsto para obter a CNH.





