A Itália implementou mudanças cruciais no seu sistema eleitoral, após aprovação na Câmara dos Deputados em 16 de julho. Com 217 votos a favor, 152 contra e duas abstenções, a proposta busca alterar a forma como os representantes são eleitos no país.
Apresentada pelo governo da primeira-ministra Giorgia Meloni, a alteração segue agora para o Senado para mais deliberações.
Novidades no sistema eleitoral
O projeto não elimina totalmente o componente majoritário, como divulgado inicialmente. Ele propõe uma mescla de representação proporcional e uma bonificação para garantir a governabilidade.
A coalizão que obtiver pelo menos 42% dos votos terá direito a 70 assentos na Câmara dos Deputados e 35 no Senado.
Essas mudanças são uma resposta à instabilidade política que marcou a história italiana, com 66 governos formados desde o fim da Segunda Guerra Mundial. O objetivo do governo é criar condições para administrações mais estáveis e duradouras.
Polêmicas
A reforma encontrou forte resistência de partidos de oposição, que a acusam de favorecer o atual governo nas eleições gerais de 2027. Durante a votação, houve protestos veementes na Câmara dos Deputados, com opositores alegando que as novas regras poderiam distorcer a representação democrática.
Apesar das críticas, defensores da reforma argumentam que as alterações são necessárias para evitar frequentes mudanças de governo, um padrão estabelecido nas últimas décadas na Itália. O projeto agora caminha para o Senado, onde enfrentará novos debates e possíveis alterações.





