A assacu (Hura crepitans) é uma árvore nativa da Amazônia que também cresce amplamente na América Central, conhecida pelos apelidos de “árvore-do-diabo” ou “árvore-dinamite”.
O nome reflete seus perigos reais: um tronco repleto de espinhos, frutos que “explodem” ao amadurecer e um látex extremamente tóxico que causa queimaduras graves na pele.
Pertencente à família Euphorbiaceae, a mesma do bico-de-papagaio e da mandioca, a assacu atinge até 40 metros de altura.
Apesar dos riscos, comunidades indígenas e ribeirinhas utilizam a árvore há séculos em práticas tradicionais e medicinais.
Fruto de árvore amazônica pode explodir quando amadurece e o látex liberado pela planta oferece outro risco
O apelido “árvore-dinamite” vem do comportamento de seus frutos.
À medida que amadurecem, eles ressecam e acumulam tensão mecânica em sua estrutura interna.
Quando essa pressão atinge o limite, o fruto estoura e lança sementes, do tamanho de uma castanha, a uma distância considerável. Elas podem ferir quem estiver próximo.
Além da explosão dos frutos, o tronco coberto de espinhos perfura facilmente a pele de quem o tocar.
Quando cortados, as folhas e o caule liberam uma seiva que provoca queimaduras graves na pele. Esse é um mecanismo evolutivo desenvolvido para evitar a predação.
A assacu produz um líquido leitoso conhecido como “leite de assacu”, mas ao contrário do nome, ele é extremamente tóxico.
O contato com a pele causa erupções vermelhas, queimaduras graves, irritação severa e até cegueira temporária.
A ingestão desse látex é ainda mais perigosa, provocando queimaduras em todo o trato digestivo, além de intoxicação e atordoamento.
Casos de ingestão são raros, porque os demais efeitos tóxicos imediatos impedem a ingestão de quantidades significativas do líquido.
Se o líquido entrar em contato com a pele, a orientação é lavar imediatamente com água corrente e procurar atendimento hospitalar.
Usos tradicionais e na pesca
A assacu pode ser usada como antirreumático no combate ao reumatismo, como anti-helmíntico contra vermes e parasitas intestinais e no tratamento de furúnculos.
Apesar dos riscos, a toxicidade da planta exige cautela de quem sabe exatamente como manejá-la.
Por causa de sua toxicidade, algumas comunidades indígenas aplicam o “leite” em flechas de caça, que lançam na água para atordoar os peixes e facilitar a captura.





