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Golpe de R$ 500 mil na Caixa pega brasileiros de surpresa na Bahia

Por Julia da Silva
08/03/2026
Golpe de R$ 500 mil na Caixa pega brasileiros de surpresa na Bahia

Créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Responsável pelo pagamento de milhões de benefícios e programas sociais, a Caixa Econômica Federal acabou no centro de uma investigação que revelou um golpe superior a R$ 500 mil.

O esquema, descoberto após movimentações consideradas suspeitas, levou a Polícia Federal a deflagrar nesta sexta-feira (6) uma operação para desarticular um grupo criminoso que utilizava documentos falsos e contas bancárias fraudulentas.

Batizada de Operação Amêndoa Negra, a ação apura fraudes contra a Caixa e outras instituições financeiras. Segundo os investigadores, os suspeitos criaram um esquema estruturado para abrir contas e contratar empréstimos de forma irregular, gerando prejuízos que já ultrapassam meio milhão de reais

Investigação aponta abertura de contas falsas para aplicar fraudes

De acordo com a Polícia Federal, a investigação identificou a abertura irregular de pelo menos 17 contas bancárias em agências localizadas nas cidades de Conceição do Coité, Prado e Valença, na Bahia, além da capital paulista. Essas contas seriam utilizadas para solicitar empréstimos fraudulentos em instituições financeiras, especialmente na Caixa.

O esquema foi descoberto com apoio da Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção a Fraudes (CEFRA) da própria Caixa Econômica Federal, que ajudou a rastrear movimentações suspeitas e identificar o padrão utilizado pelos criminosos.

Nesta fase da operação, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão — nove na cidade de Itabuna, no sul da Bahia, e um em Entre Rios. Além disso, a Justiça Federal expediu dois mandados de prisão preventiva, também executados em Itabuna. As ordens judiciais foram autorizadas pela 17ª Vara Federal da Seção Judiciária de Salvador.

Segundo os investigadores, o nome “Amêndoa Negra” faz referência ao método usado para esconder o dinheiro obtido com as fraudes. O grupo teria criado várias camadas de ocultação, utilizando contas de passagem, pessoas usadas como “laranjas”.

Com o avanço das investigações, os suspeitos poderão responder por associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Julia da Silva

Julia da Silva

Jornalista com experiência em textos jornalísticos e de redação criativa, interessada pelo mundo e por boas histórias.

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