Um morador de Oklahoma, nos EUA, comprou cinco acres de terra do avô em 1994, certo de que a propriedade cobria toda a área ao redor de sua casa.
Trinta e duas anos depois, ele foi informado por autoridades locais de que uma faixa de 40 pés de largura, pouco mais de 12 metros, a poucos centímetros da porta da frente, na verdade pertence ao condado onde vive.
Agora, o trecho de terra em disputa está prestes a ir a leilão público, com lance inicial de US$ 29.000.
O impasse tem origem em um erro antigo de delimitação que passou despercebido por décadas, mesmo com avaliações fiscais e revisões de propriedade realizadas ao longo do tempo.
Homem descobre 32 anos depois que uma faixa de terra ao lado de sua casa pertence ao condado e será leiloada por valor inicial de US$ 29 mil
Ele manteve o terreno cortando a grama, quitando impostos e vivendo ali sem qualquer aviso sobre problema de limite.
A situação só veio à tona quando funcionários públicos revisaram registros regionais e encontraram uma faixa sem dono formal, com débitos fiscais, exatamente encostada à residência.
Documentos publicados na plataforma DocketCity, que acompanha reuniões públicas da região, mostram que o pedaço de terra foi identificado durante uma checagem de rotina em bens sob controle público e impostos não pagos.
A partir daí, o trecho estreito foi colocado para venda pública como forma de recuperar o valor devido, com abertura de lances fixada em US$ 29.000.
A proximidade entre a faixa disputada e a fundação do imóvel é o que transforma o leilão em um problema sério para o proprietário.
Como a linha demarcada passa a poucos centímetros da casa, a venda a um comprador externo pode restringir o acesso à garagem, à entrada e às redes de água e energia.
Pelas regras locais de uso e zoneamento, entregar essa faixa a outro dono pode gerar conflito jurídico sobre direitos de passagem, deixando o morador sem garantia legal de chegar a partes da própria casa.
O homem já tentou negociar diretamente com representantes da administração pública para corrigir a falha ou retirar o lote do leilão marcado, mas, até o momento, sem sucesso.
O que dizem os registros oficiais?
O caso entrou na pauta de reuniões da gestão local, nas quais se discutiu o status jurídico de terrenos sob controle público e os procedimentos de venda por dívida fiscal.
De acordo com as atas disponíveis na DocketCity, esse tipo de decisão segue regras estaduais rígidas sobre propriedades com impostos em atraso.
Uma vez que um imóvel é formalmente certificado para leilão, tirá-lo do processo costuma exigir intervenção judicial ou aprovação expressa dos responsáveis pela votação.
Representantes informaram que essas vendas seguem estritamente a legislação estadual, usada para resolver lacunas antigas de propriedade e devolver terrenos sem dono à base tributária ativa.
O proprietário segue buscando uma saída junto às autoridades ou por via jurídica, na tentativa de garantir a posse da faixa de 12 metros e impedir que ela seja arrematada por outra pessoa.





