Embora o clima de uma final de competição naturalmente eleve as tensões, o episódio registrado na decisão do Campeonato Mineiro entre Cruzeiro e Atlético-MG transcendeu a rivalidade esportiva, tornando-se uma mancha no futebol brasileiro.
Na ocasião, o Estádio Governador Magalhães Pinto, mais conhecido como Mineirão, acabou se transformando em um verdadeiro ringue de luta, uma vez que uma pancadaria generalizada se iniciou nos gramados.
A confusão se iniciou nos minutos finais da partida, após uma disputa de bola na área, quando Christian, o ex-volante do Cruzeiro, deu um encontrão no goleiro atleticano Éverson, que reagiu de forma ainda mais agressiva ao ocorrido.
Além de empurrar o adversário, o goleiro ainda desferiu uma joelhada sobre ele. E essa foi justamente a agressão que inflamou de vez os ânimos no gramado e desencadeou o confronto generalizado que envolveu os jogadores de ambas as equipes.
O caso acabou sendo encaminhado ao Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais (TJD-MG), que não só determinou a suspensão de 23 jogadores envolvidos na confusão por quatro jogos do Campeonato Mineiro, como ainda aplicou multas que totalizam R$ 400 mil aos clubes.
Punições a jogadores envolvidos em briga seria ainda mais severa
De acordo com informações divulgadas pelo portal CNN Brasil, os artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) prevêem punições ainda mais severas para casos como o ocorrido na final do Campeonato Mineiro.
Contudo, o TJD comunicou à Federação Mineira de Futebol (FMF) a celebração de um termo de transação disciplinar com os clubes. E essa conciliação definiu as sanções mencionadas anteriormente, cujos impactos práticos deverão se estender apenas ao Estadual de 2027.
Na prática, esse acordo funcionou como uma verdadeira blindagem para os atletas, pois em vez de lidar com julgamentos individuais que poderiam tirar os jogadores de campo por dezenas de partidas, os clubes conseguiram reduzir a força da punição.





