Uma antiga residência no Morumbi, em São Paulo, passou a chamar atenção nas redes sociais depois que criadores de conteúdo começaram a compartilhar imagens do imóvel em ruínas. Marcello Camargo, filho da apresentadora Hebe Camargo, gravou um vídeo em 13 de outubro para esclarecer, mais uma vez, que a casa nunca pertenceu à família.
A propriedade foi de Lélio Ravagnani, segundo marido de Hebe, que faleceu em 2000. Marcello e a mãe saíram do endereço naquele mesmo ano e nunca mais retornaram, o imóvel permaneceu com os parentes de Lélio desde então.
O cansaço do filho de Hebe de repetir a mesma resposta
No desabafo publicado no Instagram, Marcello disse estar cansado de repetir o mesmo esclarecimento cada vez que novas gravações do local circulam nas plataformas digitais. Ele afirmou não saber mais como lidar com as pessoas que continuam publicando imagens da mansão abandonada, apesar das explicações públicas anteriores.
Esse histórico de moradia, destacado por Marcello, alimenta uma associação afetiva entre o nome da apresentadora e o imóvel que persiste nas redes sociais mesmo após mais de duas décadas.
Marcello também criticou as pessoas que invadem o terreno para gravar vídeos do interior destruído da casa e atrair seguidores. Para ele, isso configura invasão de propriedade. A impossibilidade de processar os invasores, segundo Marcello, prova que a família nunca foi proprietária do imóvel.
Ele questionou a necessidade de produzir esse tipo de conteúdo e demonstrou incômodo com a recorrência. Em 2025, a propriedade chegou a ser levada a leilão judicial, com lance mínimo de R$ 4,1 milhões, mas não recebeu ofertas e a venda foi suspensa. O débito de IPTU ultrapassa R$ 1,5 milhão, o que agrava a situação do imóvel.

O legado de Hebe Camargo
Hebe Camargo faleceu em 29 de setembro de 2012, aos 83 anos, vítima de câncer. Ao longo de décadas na televisão brasileira, ela se consolidou como símbolo de carisma e recebeu em seus programas nomes destacados da música, da política e do entretenimento.
O nome da apresentadora continua ligado ao imóvel nas redes sociais. Segundo Marcello, esse vínculo ajuda a explicar a curiosidade persistente sobre a propriedade abandonada, mesmo décadas depois de a família deixar o local.





