Mark Zuckerberg apresentou nesta semana o Muse, o primeiro agente de IA pessoal autônomo da Meta, capaz de operar de forma independente em segundo plano, 24 horas por dia, sem que o usuário precise manter qualquer aplicativo aberto.
“É como ter um assistente que nunca dorme”, resumiu Zuckerberg durante a demonstração, destacando que o agente pode organizar atividades, ajustar rotinas, enviar e-mails, reservar viagens e até realizar pagamentos enquanto o usuário está offline.
Segurança por isolamento
Para lidar com as preocupações de privacidade, a Meta adotou uma arquitetura baseada em máquinas virtuais dedicadas: cada usuário recebe uma Secure VM isolada na nuvem que emula um computador pessoal completo. O sistema é movido pelo modelo Muse Spark, descrito pela empresa como o mais capaz já desenvolvido pela Meta.
Segundo a companhia, o desenho segue moldes semelhantes aos do Gemini Spark do Google e ao agente OpenClaw. No entanto, relatórios internos indicam que testes revelaram falhas de segurança, incluindo desconexões, ações inesperadas e exposição de informações confidenciais.
Vale reforçar que o agente não substitui o Meta AI, mas atua como uma camada mais autônoma e persistente, com um avatar personalizável. Entre as capacidades demonstradas estão:
- Planejar compromissos usando calendário, dados de saúde e documentos
- Negociar vendas (como a de um carro) e gerenciar contas
- Acessar aplicativos de agenda, pagamentos, compras e casa inteligente
- Sugerir otimizações de rotina com base em hábitos e objetivos
Disponibilidade
O lançamento inicial é restrito aos Estados Unidos, com acesso gratuito limitado a 100 milhões de tokens por semana. O Muse estará disponível pelo aplicativo próprio (iOS e Android), pelo WhatsApp e pelo site muse.ai. A Meta anunciou ainda que o agente chegará em breve aos óculos inteligentes da empresa.
Vale destacar também que o anúncio ocorre menos de duas semanas após a Meta fechar um acordo de US$ 18 bilhões por danos ao consumidor, acusada de deliberadamente projetar suas redes sociais, como o Instagram, para serem viciantes para crianças e adolescentes.





