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Médico especialista em longevidade aponta três exercícios que ajudam a preservar funções do corpo

Por Ana Anjos
22/10/2026
Médico especialista longevidade aponta três

Foto: Vitaly Gariev/Pexels

Manter autonomia e disposição ao envelhecer não exige suplementos caros. Médico especialista em fisiologia, metabolismo e longevidade, Rodrigo Arteaga aponta três hábitos que, praticados com constância, ajudam o corpo a resistir ao desgaste funcional típico do envelhecimento.

Arteaga dedicou anos ao estudo dos marcadores biológicos do envelhecimento e, a partir disso, passou a defender que rejuvenescer não é voltar no tempo, mas preservar e fortalecer as capacidades que garantem independência no dia a dia. 

Para ele, três práticas combinadas são capazes de conter essa perda de funcionalidade: caminhar todos os dias, fazer treino de força e exercitar o equilíbrio.

Equilíbrio: o indicador mais preciso de saúde futura

Pontos-chave
Pontos-chave
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Três hábitos constantes — caminhada diária, treino de força e exercícios de equilíbrio — ajudam a preservar funcionalidade no envelhecimento.
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Equilíbrio estático, como ficar sobre a perna não dominante, declina acentuadamente após os 50 anos e é indicador preciso de saúde futura.
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Caminhar ≥30 minutos diários melhora a eficiência das mitocôndrias, podendo ser feito em blocos de 5–10 minutos ao longo do dia.
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Treino de força 2–3 vezes por semana libera mioquinas que beneficiam músculos e cérebro, ajudando memória e autonomia.
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Não são necessários suplementos caros nem equipamentos sofisticados; o importante é constância e desafio suficiente aos músculos.

Um levantamento conduzido pela Mayo Clinic acompanhou o ritmo de perda de diferentes capacidades físicas ao longo do envelhecimento. O equilíbrio estático permanece relativamente preservado até os 50 anos e depois sofre uma aceleração notável.

Kenton Kaufman, principal responsável pelo estudo, destaca a relevância dessa medida justamente por depender da atuação conjunta de diferentes sistemas do organismo, como visão, sistema vestibular e sensibilidade corporal. 

Permanecer sobre uma perna exige que múltiplos sistemas do corpo funcionem juntos: visão, sistema vestibular e sensibilidade corporal. Um estudo divulgado na Plos One em 2024 confirmou que essa habilidade aparentemente simples revela mais sobre o envelhecimento do que mudanças na força ou na marcha.

Quando essa capacidade falha, o risco de quedas aumenta independentemente de estar em movimento ou parado e após os 60 anos, quedas representam uma ameaça grave com consequências potencialmente severas.

Caminhada diária: ativando as fábricas de energia do corpo

Um casal vestido com roupas esportivas passeando juntos em um calçadão ensolarado em um ambiente natural.
Foto: Kampus Production/Pexels

Fazer ao menos 30 minutos de caminhada por dia melhora a eficiência energética das células. A prática não precisa ser contínua: blocos de 5 ou 10 minutos espalhados ao longo do dia funcionam igualmente bem.

As mitocôndrias, estruturas responsáveis pela produção de energia nas células, ficam mais eficientes com a caminhada, segundo Arteaga. Essa melhoria se traduz em mais disposição e melhor funcionamento do corpo.

Ao contrário do que muitos acreditam, não é preciso estar disposto para começar. Segundo Arteaga, a energia é resultado da caminhada, e não um requisito para começar a praticá-la: é o movimento que dispara o ganho de eficiência metabólica, e não o contrário.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo demonstraram que exercício físico regular ao longo da vida aumenta as mitocôndrias fusionadas nos músculos, retardando o declínio do condicionamento físico no envelhecimento.

Treino de força: fortalecimento que beneficia músculos e cérebro

Treinar força muscular duas ou três vezes por semana completa a tríade de proteção. O treino pode ser feito na academia ou em casa, com pesos, bandas elásticas ou apenas o peso corporal, desde que imponha desafio suficiente aos músculos.

Quando os músculos se contraem, segundo Arteaga, liberam mioquinas, substâncias que beneficiam várias partes do corpo, inclusive o cérebro. Essas mioquinas podem ajudar a melhorar processos cognitivos como a memória.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Ana Anjos

Ana Anjos

Jornalista paraibana, com coração pernambucano, fazendo o que ama e contando histórias que importam.

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