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Não são humanos: cientistas apontam qual criatura deve resistir ao “apocalipse” na Terra

Por Julia da Silva
16/04/2026
Não são humanos: cientistas apontam qual criatura deve resistir ao “apocalipse” na Terra

Créditos: Freepik

Ao longo de bilhões de anos, a resistência da Terra foi posta à prova. Nosso planeta já enfrentou impactos de asteroides, mudanças climáticas extremas e grandes extinções como o período Permiano em que 90-95% das espécies marinhas e 70% das terrestres foram dizimadas devido a vulcanismo.

Os registros científicos indicam que os primeiros organismos surgiram há cerca de 3,7 bilhões de anos e nem mesmo episódios considerados apocalípticos foram capazes de história da vida. Pelo contrário: novos ecossistemas surgiram, reforçando uma conclusão incômoda — a Terra deve seguir existindo mesmo sem os seres humanos.

Mas, diante de um cenário extremo, surge a dúvida: qual seria o último ser vivo a resistir?

O “sobrevivente” invisível

Ao contrário do que muitos imaginam, não são baratas ou outros animais considerados pré-históricos. A ciência aponta para um organismo microscópico quase imperceptível: o tardígrado, também chamado de “urso-d’água”.

Com menos de 1 milímetro, esse microanimal desafia os limites da sobrevivência. Ele é capaz de suportar temperaturas extremamente altas e baixas, níveis intensos de radiação, pressões esmagadoras e até o vácuo do espaço. Além disso, pode passar décadas sem água ou alimento.

Essa resistência se deve a um mecanismo conhecido como criptobiose. Quando o ambiente se torna hostil, o tardígrado praticamente desliga seu metabolismo e entra em um estado de “animação suspensa”. Assim, ele pode permanecer inativo, mas ainda vivo, por anos — e retornar quando as condições melhoram.

Estudos conduzidos por universidades como Oxford e Harvard indicam que nem mesmo eventos cósmicos extremos, como supernovas ou grandes impactos de asteroides, seriam suficientes para extingui-los completamente.

A ciência aponta que para uma extinção total dos tardígrados os oceanos da Terra teriam que alcançar níveis absurdos de calor, a ponto de ferverem — um cenário considerado altamente improvável e que colabora para a ideia de que esses microanimais permaneçam “imunes” ao “fim do mundo”.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Julia da Silva

Julia da Silva

Jornalista com experiência em textos jornalísticos e de redação criativa, interessada pelo mundo e por boas histórias.

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