A Nasa apresentou um plano estimado em US$ 30 bilhões para transformar a Lua em uma área de operação contínua, com robôs, veículos, energia e, no futuro, moradias para astronautas. A proposta não significa alterar fisicamente o satélite: “mudar” a Lua, nesse caso, é instalar infraestrutura capaz de permitir presença humana regular na superfície.
O projeto faz parte do programa Artemis, que prevê o retorno de astronautas à Lua e a criação de uma base próxima ao polo sul lunar. A região é considerada estratégica pela possível existência de gelo de água, recurso que poderia servir para consumo e, após processamento, para produzir combustível.
Base deve ser construída em etapas
A primeira fase deve reunir missões robóticas para transportar instrumentos científicos, equipamentos e cargas. Empresas privadas como Astrobotic, Firefly e Intuitive Machines foram selecionadas para levar materiais à superfície. A Nasa também estuda o uso de veículos exploradores, módulos de pouso e drones para mapear o terreno e apoiar futuras operações.
Segundo o cronograma apresentado, essa etapa inicial pode avançar até 2028. Depois, o plano prevê habitats pressurizados, sistemas de geração de energia e estruturas que permitam estadias mais longas. A intenção é que astronautas possam trabalhar na Lua de forma semipermanente durante a década de 2030.
O custo total projetado é de cerca de US$ 30 bilhões, mas o programa enfrenta obstáculos técnicos e financeiros. O transporte de cargas exige foguetes e pousadores ainda em desenvolvimento, enquanto falhas em testes podem provocar atrasos. A Blue Origin e a SpaceX estão entre as empresas envolvidas em projetos de veículos maiores para missões lunares.
A iniciativa também ocorre em meio à disputa espacial entre Estados Unidos e China. Os dois países têm planos de ampliar sua presença na Lua, especialmente em áreas com potencial para exploração de recursos.





