Uma transformação radical deve reduzir a escala global da montadora japonesa Nissan.
Em uma estratégia de reestruturação que envolve eliminar aproximadamente 20 mil postos de trabalho, a Nissan pretende operar com apenas 10 unidades produtivas, reduzindo de 17 as fábricas que mantém atualmente.
A reorganização abrange não apenas as linhas de montagem, mas também áreas administrativas, centros logísticos e estruturas de gestão.
Lucrar novamente é o objetivo central, já que a companhia enfrenta prejuízos sucessivos e concorrência crescente das fabricantes chinesas, especialmente no segmento de veículos elétricos e híbridos.
Nissan dobra corte de empregos para 20 mil e vai fechar 7 das 17 fábricas que opera no mundo
O número de funcionários atingidos cresceu desde o primeiro anúncio.
Inicialmente, a montadora havia divulgado aproximadamente 9 mil cortes, mas em maio de 2025 acrescentou 11 mil vagas ao programa, totalizando cerca de 20 mil empregos.
Esse volume correspondia a aproximadamente 15% da força de trabalho global da companhia quando a ampliação foi apresentada.
Os desligamentos não ocorreram de uma só vez, a Nissan os distribuiu ao longo da reestruturação e entre diferentes países, incluindo aproximadamente 900 postos eliminados na Europa em maio de 2026.
Paralelamente aos cortes, a empresa começou a eliminar níveis de gestão com a intenção de acelerar a tomada de decisões e reduzir custos internos.
Sete fábricas saem da operação mundial e América do Sul já sente os impactos
A redução de unidades produtivas é outra parte essencial do plano.
Ao passar de 17 para 10 fábricas, a Nissan remove sete complexos de sua rede de produção global, embora o encerramento não siga um único padrão.
Em determinados casos, a montadora simplesmente encerra a fabricação de veículos.
Outras vezes, transfere os modelos para complexos maiores ou realiza a venda ou transferência de ativos.
A capacidade produtiva mundial também será reduzida, de aproximadamente 3,5 milhões de automóveis anuais para próximo de 2,5 milhões de unidades.
A Argentina vivencia os efeitos práticos dessa transformação, e em outubro de 2025, a Nissan encerrou a produção de veículos em Santa Isabel, instalação que funcionava desde 2018.
Essa fábrica argentina representa apenas o começo da reorganização que se estenderá pelos próximos anos, consolidando a estratégia de encolher operações para melhor alinhar capacidade produtiva com a demanda atual de mercado.





