A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro do Yluméc, medicamento à base de semaglutida produzido pela farmacêutica EMS. A caneta é indicada para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 e utiliza o mesmo princípio ativo presente no Ozempic, da Novo Nordisk.
O Yluméc foi registrado como medicamento similar e tem como referência o Ozivy, outra caneta de semaglutida desenvolvida pela EMS e lançada anteriormente no país. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União no fim de agosto.
Aplicação será semanal
O medicamento terá duas apresentações. A caneta de 1,5 ml permitirá quatro aplicações de 0,25 mg ou 0,5 mg, enquanto a versão de 3 ml terá quatro aplicações de 1 mg ou 2 mg. O uso será feito por aplicação subcutânea uma vez por semana, de acordo com a prescrição médica.
Segundo a EMS, a produção ocorrerá em sua fábrica de peptídeos localizada no complexo industrial de Hortolândia, no interior de São Paulo. A empresa ainda não informou quando o produto chegará às farmácias.
A semaglutida pertence ao grupo dos agonistas do receptor de GLP-1. Medicamentos dessa classe são usados no controle do diabetes tipo 2 e, em determinadas apresentações e indicações, também no tratamento da obesidade. No Brasil, por exemplo, Ozempic tem registro relacionado ao diabetes, enquanto Wegovy possui indicação para controle do peso.
Por isso, o fato de o Yluméc utilizar semaglutida não significa que essa caneta tenha sido aprovada para emagrecimento. A indicação informada pela fabricante e registrada para o produto é o tratamento de adultos com diabetes tipo 2.
Preço ainda não foi definido
A aprovação da Anvisa é uma das etapas necessárias para a comercialização, mas o lançamento não será imediato. Em nota enviada à Agência Brasil, a EMS informou que ainda trabalha na definição do preço, planejamento comercial e cronograma de chegada ao mercado.
A entrada do produto ocorre após o fim da patente da semaglutida no Brasil, em 20 de março de 2026. Desde então, a Anvisa concedeu registros a outras canetas com o mesmo princípio ativo. Em julho, por exemplo, cinco novos medicamentos de semaglutida receberam autorização para tratamento do diabetes tipo 2.
A venda desses medicamentos exige receita médica em duas vias, com retenção de uma delas pela farmácia, regra adotada pela Anvisa para os agonistas de GLP-1.





