O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, determinou a retomada do megaprojeto de conexão entre os oceanos Atlântico e Pacífico, uma iniciativa cujo estudo preliminar foi concluído durante a gestão de Gustavo Petro.
Para o projeto, o mandatário anunciou um pacote de 1 trilhão de pesos colombianos destinado a melhorias em vias e à construção de um aeroporto na região de Chocó.
Duas alternativas em estudo
Segundo o presidente, o governo está avaliando duas alternativas de obra: a construção de um canal interoceânico ou a implantação de um corredor ferroviário. “Vamos continuar estudando ambas as opções para estruturar os projetos”, declarou.
A opção ferroviária, herdada do governo anterior, prevê uma linha de 222,3 km entre Juradó, no Pacífico chocoano, e Titumate, na região de Urabá, em Antioquia. O plano, dimensionado pela Unidade de Planejamento de Infraestrutura de Transporte (UPIT), articularia portos estratégicos em ambos os extremos.
A alternativa do canal interoceânico, que De la Espriella disse ter ordenado estudar, uniria Urabá com um porto natural de águas profundas em Chocó. Diferentemente do plano original de Petro, que se concentrava na região de Chocó, o novo enfoque incorpora Antioquia em um dos extremos.
Investimento e limitações
A estimativa total de investimento para o megaprojeto ferroviário é de 92 trilhões de pesos colombianos, dos quais 67,4 trilhões correspondem a capital. O pacote anunciado pelo governo inclui cinco vias principais para conectar Chocó ao restante do país e a construção de um aeroporto na região, conforme informou a ministra de Transportes, Elsa Noguera.
A iniciativa foi delegada ao chamado “Fundo Milagro“, mecanismo criado para canalizar recursos nacionais e internacionais destinados à reconstrução das zonas afetadas pelo terremoto de magnitude 7,4 que sacudiu o país em 10 de agosto.
Jaime Andrés Uribe, responsável pela estrutura, confirmou as duas possibilidades de obra. A decisão final entre canal e trem ainda não foi tomada.





