A Organização Mundial da Saúde divulgou o primeiro documento sobre anticoncepção masculina, marcando um passo decisivo para ampliar a responsabilidade da contracepção além das mulheres.
O guia estabelece critérios para que a indústria farmacêutica desenvolva métodos eficazes, reversíveis e acessíveis, reconhecendo que homens precisam de alternativas além do preservativo e da vasectomia.
Três quartos dos casais em países de renda média e baixa já expressam disposição para experimentar anticoncepcionais masculinos, o que indica uma demanda real do mercado.
O documento da OMS e seus objetivos
O perfil de produto-alvo, nome técnico do documento, padroniza parâmetros de segurança, reversibilidade e custo, evitando divergências e esforços duplicados no desenvolvimento de novas soluções.
Segundo dados da OMS, a disponibilidade de mais opções para homens ampliaria a proporção de casais que usam métodos masculinos e contribuiria para maior igualdade de gênero na contracepção.
O documento pretende orientar e incentivar pesquisa em:
- Pastilhas;
- Injeções;
- Géis;
- E implantes subdérmicos voltados especificamente para homens.
Quanto tempo falta para os produtos chegarem ao mercado
A Iniciativa de Anticoncepção Masculina é uma organização que apoia o desenvolvimento de medicamentos não hormonais. Ela estima que alguns dos primeiros produtos — como obturadores de vasos que transportam espermatozoides ou certas pílulas — levarão pelo menos cinco anos para chegar ao mercado.
O método mais avançado atualmente é hormonal, combinando testosterona com um progestágeno para interromper a produção de células sexuais.
Esse candidato mais desenvolvido está em ensaios de fase 2b, mas ainda faltam os testes clínicos de fase 3 e o acompanhamento de fase 4 — etapas que consomem tempo adicional antes da aprovação regulatória e disponibilidade comercial.



