A Tesla cumpriu, nos últimos dias, a promessa que Elon Musk fez há quase dois anos: o Cybercab, um veículo elétrico sem volante, sem pedais e sem retrovisores, começou a transportar passageiros pagantes nas ruas de Austin, no Texas.
O lançamento, realizado em um evento fechado sem transmissão ao vivo, marcou a estreia do primeiro carro da história projetado exclusivamente para condução autônoma, ou seja, sem qualquer controle manual de direção.
O veículo dourado, com portas do tipo asa de gaivota e interior minimalista, tem capacidade para apenas duas pessoas e pode ser solicitado pelo aplicativo Robotaxi da Tesla, ao lado dos Model Y adaptados que já operam no serviço desde junho de 2025. As portas abrem e fecham automaticamente pelo app, sem intervenção manual.
Um carro pensado para não ser dirigido
Diferentemente dos Model Y usados no robotaxi, que mantêm volante e pedais, o Cybercab foi desenhado do zero para operar sem motorista. Não há volante, não há pedal de freio, não há retrovisor. A autonomia é garantida por um sistema baseado exclusivamente em câmeras e inteligência artificial.
Confira os detalhes do modelo:
| Especificação | Detalhe |
| Peso | 1.412 kg |
| Motor | 1 elétrico dianteiro, 219 cv |
| Bateria | 48 kWh |
| Autonomia (EPA) | ~472 km |
| Coeficiente de arrasto | < 0,20 |
| Sensores | Câmeras + IA (sem LiDAR/radar) |
| Preço-alvo | US$ 30 mil (R$ 175 mil) |
Segundo a Tesla, o custo de operação projetado é de US$ 0,20 por milha rodada (cerca de R$ 0,65 por km). A produção em massa começou na Gigafactory Texas em fevereiro de 2026, com meta de um veículo a cada 10 segundos.
O que vem a seguir?
A Tesla planeja ampliar o serviço Robotaxi para novas cidades e pretende oferecer o Cybercab à venda direta ao consumidor por menos de US$ 30 mil antes do final de 2027. A empresa já atua em Dallas, Houston, Miami, Orlando e Tampa com os Model Y adaptados, e o Cybercab é o próximo passo rumo a uma frota 100% autônoma.
Se os planos se concretizarem, o Cybercab entrará em concorrência direta com a Waymo, do Google, e a Zoox, da Amazon, que já operam robotáxis em outras cidades dos EUA.





