O Brasil registrou a quinta maior taxa de crescimento do PIB entre 50 países no segundo trimestre de 2026, segundo levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating. O resultado veio depois de o IBGE divulgar, nesta terça-feira (1º), alta de 0,5% na economia brasileira entre abril e junho, na comparação com os três primeiros meses do ano, já com ajuste sazonal.
País avançou uma posição, mas ritmo desacelerou
A quinta colocação representa uma melhora frente ao trimestre anterior, quando o Brasil ocupava a sexta posição no mesmo ranking. Ainda assim, o crescimento de 0,5% ficou abaixo do 1,1% registrado entre janeiro e março deste ano, o que confirma uma desaceleração no ritmo da atividade econômica, apesar do resultado ter superado a expectativa do mercado, que projetava alta de 0,4%.
Lideram o ranking elaborado pela Austin Rating a Irlanda, com crescimento de 1%, seguida por Indonésia (0,9%), Angola (0,7%) e Malásia (0,6%). O Brasil aparece na sequência, à frente de economias como Estados Unidos, Suécia, Suíça e a própria China, que cresceu apenas 0,2% no período e ficou na 19ª posição da lista.
Segundo Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, responsável pelo levantamento, o desempenho brasileiro se destaca dentro de um grupo formado majoritariamente por economias emergentes, principalmente asiáticas.
Agostini também atribui a desaceleração generalizada observada no trimestre a fatores como o conflito no Oriente Médio, que afetou diferentes economias emergentes, além de fatores internos brasileiros, entre eles a expansão fiscal, que ajuda a manter os juros em patamar elevado e a inflação ainda pressionada.
Comparação anual conta uma história diferente
O resultado, porém, muda de figura quando a comparação deixa de ser trimestral e passa a considerar o mesmo período do ano anterior.
Nessa métrica, a economia brasileira cresceu 2% entre o segundo trimestre de 2025 e o de 2026, o que rendeu ao país apenas a 37ª posição entre 63 economias analisadas, atrás de nomes como China, Índia, Estados Unidos, México e Colômbia. Taiwan lidera esse recorte anual, com expansão de 12,9%, seguido por Angola (8,7%) e Vietnã (8,4%).





