A Dinamarca lidera o ranking mundial de carga tributária, com 45,2% do PIB arrecadado em impostos, segundo o relatório Revenue Statistics 2025 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
França (43,5%) e Áustria (43,4%) completam o pódio entre os 38 países membros da organização.
O Brasil ocupa posição intermediária nessa comparação global, com carga tributária de 33,7% do PIB, 0,4 ponto percentual abaixo da média dos países da OCDE, que ficou em 34,1% em 2024.
País que mais cobra impostos dos cidadãos está longe do Brasil, mostra ranking internacional
Entre os 28 países da América Latina e do Caribe analisados, o Brasil aparece em primeiro lugar, distante da maioria dos vizinhos: México registra 18,3%, Colômbia 19,9% e Chile 20,5%.
Na Dinamarca, a estrutura tributária se concentra fortemente no imposto sobre renda pessoal, que responde por 57,2% de toda a arrecadação do governo.
O Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) contribui com 20,8% da receita, enquanto outros tributos sobre o consumo adicionam 7,4%.
As contribuições para seguridade social têm participação praticamente nula, de apenas 0,2%.
O país utiliza um sistema progressivo de tributação de renda, em que as alíquotas aumentam conforme a renda do contribuinte.
Desde 2026, o sistema conta com diferentes faixas estaduais, inferior, intermediária, superior e uma faixa adicional, além dos impostos municipais, o que ajuda a explicar os índices elevados de arrecadação.
A composição tributária brasileira
No Brasil, os impostos sobre bens e serviços representam o maior peso da arrecadação tributária, respondendo por 42,7% do total.
Os impostos sobre renda e lucros respondem por 26,9%; as contribuições para a seguridade social, por 24,0%; os tributos sobre a propriedade, por 4,7%; e os impostos sobre a folha de trabalho, por 1,7%.
Essa composição difere da dinamarquesa, onde a renda pessoal é o principal componente.
A predominância de tributos indiretos sobre bens contribui para um sistema tributário regressivo, porque famílias de menor renda tendem a destinar uma parcela maior de seus ganhos ao consumo.
A carga tributária de 33,7% do PIB não significa que cada brasileiro pague esse percentual de sua renda em impostos.
A métrica da OCDE relaciona o total arrecadado pelo país ao tamanho de sua economia, a soma de todos os produtos e serviços produzidos no ano.
Ou seja, ela não reflete o impacto individual sobre cada contribuinte.





