Um pirarucu de 2,46 metros de comprimento e 137,9 quilos foi capturado no dia 23 de setembro na Reserva Extrativista Estadual Rio Cautário, em Costa Marques, Rondônia.
O exemplar é o maior da espécie já registrado em uma Unidade de Conservação rondoniense, segundo a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental.
Na região, o pirarucu é classificado como espécie invasora e ameaça a fauna aquática nativa. Por isso, a captura faz parte de um programa de manejo coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental em parceria com associações locais de extrativistas.

Por que a espécie é considerada invasora
O pirarucu é o maior peixe de escamas de água doce do mundo e um símbolo da Amazônia protegido em várias regiões onde corre risco de extinção. Na bacia do Rio Cautário, porém, tornou-se uma ameaça ambiental.
No rio Madeira, o pirarucu era nativo apenas no trecho abaixo da antiga cachoeira de Teotônio, próximo a Porto Velho, pois a barreira natural impedia sua migração para outras áreas.
Entretanto, a construção da hidrelétrica de Santo Antônio eliminou essa cachoeira, permitindo que a espécie se expandisse para regiões onde não ocorria naturalmente.
Estudos indicam que, nos anos 1970, pirarucus foram retirados de Iquitos, no Peru, e levados para criadouros no sudeste, e depois, escaparam e se espalharam pela bacia amazônica.
Renda gerada para os extrativistas participantes
O valor obtido com a venda do pirarucu capturado é dividido entre os participantes do projeto de manejo. Em 2025, cada envolvido recebeu aproximadamente R$ 5 mil, em média, segundo a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental.
Após a captura e a limpeza, os peixes são vendidos a um frigorífico parceiro, que fornece câmaras frias, 50% do gelo necessário e faz o transporte para comercialização.





