Uma investigação identificou os principais fatores que determinam o risco cardiovascular de pacientes com hipercolesterolemia familiar, uma doença hereditária que eleva o colesterol desde cedo.
A pesquisa foi liderada pelo doutor Manuel Romero, da Unidade de Lípidos e Risco Vascular do Hospital Infanta Elena de Huelva, ligado ao Serviço Andaluz de Saúde, na Espanha.
Publicado na revista Atherosclerosis, o estudo analisou 21 pesquisas anteriores que reuniam 23.613 pessoas diagnosticadas geneticamente com a condição e 3.489 eventos cardiovasculares associados.
Pesquisa mostra que pacientes com colesterol hereditariamente elevado também têm o risco cardiovascular associado à pressão alta, tabagismo e outros fatores
A análise contraria a ideia de que o colesterol LDL isolado explicava todo o risco.
Os resultados mostram que hipertensão arterial, tabagismo, idade, sexo, lipoproteína(a), índice de massa corporal e triglicéridos também estão associados significativamente a complicações cardiovasculares.
A hipercolesterolemia familiar é uma condição genética que eleva os níveis de colesterol desde a infância ou a adolescência.
O Dia Mundial da doença é celebrado em 24 de setembro e ressalta sua importância para a saúde pública: a condição é a principal causa de infarto em pessoas jovens aparentemente saudáveis.
Por causa desse risco precoce, o diagnóstico permite iniciar a prevenção antes do surgimento de complicações.
Quando um membro da família recebe o diagnóstico, outros parentes também devem ser testados para identificar novos casos na família.
Além do colesterol: uma abordagem mais completa
O trabalho foi realizado em colaboração com pesquisadores da Universidade de Huelva e do Royal Perth Hospital, na Austrália Ocidental.
É o primeiro a avaliar esses fatores de risco especificamente em uma população com diagnóstico genético confirmado, e essa precisão reduz a variabilidade dos estudos anteriores.
O tratamento de quem tem hipercolesterolemia familiar não deve se limitar à redução do colesterol.
Também deve incluir o controle intensivo da pressão arterial, a cessação do tabagismo, o controle do peso e a atuação sobre outros fatores modificáveis.
A abordagem exige avaliação global do risco e intervenção personalizada para cada fator presente.





