Apesar de já serem uma realidade consolidada em capitais como São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza e Florianópolis, as faixas exclusivas para motociclistas avançam de forma gradual pelas demais regiões do Brasil, uma vez que dependem de análises de viabilidade e aprovação de órgãos de trânsito locais.
E entre os locais que têm se esforçado para superar essas etapas, está a cidade de São José, em Santa Catarina, cuja administração está em empenhada em implementar as chamadas “faixas azuis” em diversas rodovias da região.
O projeto de lei para viabilizar a possibilidade, aprovado na Câmara dos Vereadores no mês de abril, foi sancionado pelo prefeito Orvino Coelho De Ávila (PSD) no último fim de semana.
Com a autorização concedida para a implantação das faixas, o cronograma avança para frentes técnicas complexas. O escopo atual contempla a harmonização da legislação municipal vigente, o mapeamento viário para identificar as avenidas aptas a receberem a estrutura e o planejamento logístico para as obras de sinalização.
O vereador Romeu José Vieira Neto (PSD-SC), autor da proposta, ressaltou que o projeto apresentará um impacto financeiro reduzido para os cofres públicos, uma vez que sua implantação dispensa obras civis complexas ou intervenções estruturais nas vias.
Segurança é principal motivação para lei exclusiva para motos
Na justificativa da proposta, o vereador defendeu que a preservação de vidas é o pilar central da iniciativa, destacando que a experiência de grandes centros urbanos comprova que a criação de vias exclusivas para motocicletas tem sido positiva.
Afinal, mais do que organizar o fluxo, as “faixas azuis” também têm contribuído para reduzir a gravidade e o índice de sinistros envolvendo condutores de veículos de duas rodas.
O argumento de Romeu foi fortalecido pela prefeitura de São José, que reiterou que a criação da faixa adicional visa organizar o espaço compartilhado entre automóveis e motocicletas e, com isso, otimizar a fluidez e mitigar riscos de acidentes.





