Rochas em formato de pirâmide, dedo, flor e até uma pequena porta já apareceram em imagens capturadas por sondas da Nasa na superfície de Marte, gerando dúvidas entre internautas sobre se o planeta vermelho abrigaria alguma forma de vida.
A própria agência espacial americana descarta essa possibilidade e atribui o fenômeno à pareidolia.
Fenômeno psicológico faz o cérebro enxergar padrões onde não há
A pareidolia é definida pela ciência como um fenômeno psicológico gerado por estímulos vagos ou aleatórios, que leva à identificação ilusória de formas ou padrões reconhecíveis em objetos inanimados, o mesmo mecanismo por trás de quem enxerga um rosto numa nuvem ou um animal numa mancha na parede.
Em Marte, a associação costuma ocorrer com formações rochosas comuns ao solo do planeta, fotografadas em ângulos e condições de luz que reforçam a semelhança com objetos familiares na Terra.
“Porta marciana” media apenas alguns centímetros
Um dos casos mais repercutidos aconteceu em 7 de maio de 2022, quando a câmera Mastcam do rover Curiosity registrou, na formação geológica conhecida como Greenheugh Pediment, uma fenda na rocha com aparência de pequena porta retangular.
A própria conta oficial do Curiosity respondeu ao alvoroço nas redes: “Pode parecer uma pequena porta, mas na verdade é uma característica geológica natural. Pode só parecer uma porta porque sua mente tenta dar sentido ao desconhecido.”

Segundo a Nasa, a fenda mede cerca de 30 por 45 centímetros e provavelmente resultou de uma fratura por cisalhamento na rocha, comum tanto em Marte quanto na Terra, possivelmente associada a atividade sísmica no planeta.
Em 2013, outra imagem do Curiosity gerou debate parecido: uma pequena formação com pétalas esbranquiçadas, batizada de “flor marciana” pelos próprios usuários da internet.

Na época, o porta-voz da Nasa Guy Webster afirmou ao jornal americano Daily News que “flor” havia sido apenas o termo usado para descrever a aparência do objeto, sem qualquer indício real de vida vegetal no planeta.
A agência já havia descartado se tratar de um fragmento de rocha comum, já que a estrutura parecia crescer diretamente da superfície, mas jamais confirmou tratar-se de uma planta.





