O Bolsa Família de setembro começa a cair na conta dos beneficiários no dia 17, uma quinta-feira, e os depósitos seguem até o dia 30, conforme calendário divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
A data exata de cada família depende do último número do NIS, o Número de Identificação Social do responsável familiar.
Piso de R$ 600 pode subir conforme composição da família
Todas as famílias inscritas e aprovadas no programa recebem, no mínimo, R$ 600 por mês. O cálculo, porém, começa antes disso: cada integrante do núcleo familiar entra na conta com R$ 142, e se a soma ficar abaixo do piso, o governo completa a diferença por meio do chamado Benefício Complementar.
É a partir desse valor básico que entram os adicionais que fazem o Pix de muitas famílias ultrapassar R$ 600.
O principal deles é o Benefício Primeira Infância, que soma R$ 150 para cada criança de até 6 anos na família. Já o Benefício Variável Familiar acrescenta R$ 50 por pessoa para gestantes, nutrizes (mães de bebês de até seis meses), e também para crianças e adolescentes entre 7 e 18 anos incompletos.
Como os valores se somam conforme a composição de cada família, não existe um teto único: uma família com uma criança pequena pode receber R$ 750 (R$ 600 + R$ 150), enquanto outra, com uma criança pequena e uma gestante, chega a R$ 800 (R$ 600 + R$ 150 + R$ 50), e famílias maiores, com mais crianças ou gestantes, podem ultrapassar R$ 900.
CadÚnico atualizado é pré-requisito para receber o benefício
Para ter acesso ao Bolsa Família, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico), com renda mensal de até R$ 218 por pessoa, e manter os dados atualizados junto ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do próprio município.
O pagamento é feito pela Caixa Econômica Federal, que também mantém uma regra de transição para famílias que tiveram aumento de renda: enquanto a renda por pessoa não ultrapassar R$ 706, elas seguem recebendo 50% do valor total do benefício por até um ano, evitando um corte abrupto no meio do processo de saída da pobreza.





