A Praia de Santo Antônio, em Mata de São João, no Litoral Norte da Bahia, passa a hastear o Selo Bandeira Azul, certificação internacional concedida a poucos destinos no mundo. O reconhecimento vale para a temporada 2026/2027 e foi assinado pela coordenadora nacional do Programa Bandeira Azul, Leana Bernardi.
O documento autoriza a praia a hastear a Bandeira Azul em reconhecimento aos esforços e às atividades da equipe gestora para recuperar e conservar os ambientes naturais. Quem vive do mar e do turismo na localidade colhe agora o resultado de exigências que vão muito além da beleza da paisagem.
O que está por trás do selo para a praia?
Conquistar essa distinção não depende só de água limpa e areia bonita. O programa exige, a cada temporada, o cumprimento de um conjunto rigoroso de critérios que envolvem qualidade da água, segurança, serviços oferecidos aos banhistas e educação ambiental voltada à comunidade.
Prefeituras e equipes locais precisam comprovar, ano após ano, que seguem práticas de turismo sustentável e responsabilidade social. Não é uma conquista pontual: o selo exige renovação constante, e qualquer falha pode custar a certificação na temporada seguinte.
Santo Antônio entra para uma lista que já reúne outras quatro praias baianas: Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe e Viração, na Ilha dos Frades, em Salvador; Praia da Espera, em Itacimirim; e Praia do Paraíso, em Guarajuba, ambas no município de Camaçari.
O Brasil ocupava, em 2025, a 17ª posição mundial em número de certificações Bandeira Azul. A primeira praia do país a ostentar o símbolo foi certificada em 2009, em Santa Catarina, abrindo caminho para o crescimento da Rede nacional.
Vitrine internacional para a gestão costeira
O programa que avalia essas praias deve ser apresentado na COP30, em Belém, como exemplo de gestão do litoral brasileiro baseada em critérios reconhecidos fora do país. Para um povoado pequeno como o de Santo Antônio, isso significa ganhar visibilidade num debate que normalmente fica restrito a grandes centros urbanos.
A manutenção do selo nas próximas edições vai depender da rotina que trouxe o reconhecimento agora: fiscalização da água, cuidado com os serviços oferecidos aos visitantes e o trabalho de quem mora ali e protege o pedaço de litoral que virou referência internacional.





