TNH1
  • TNH1
  • Variedades
  • Tudo Pop
  • Contato
    • Política de Privacidade
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • TNH1
  • Variedades
  • Tudo Pop
  • Contato
    • Política de Privacidade
Sem resultados
Ver todos os resultados
TNH1
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Destaques

Projeto soviético levou décadas para perfurar mais de 12 quilômetros abaixo da superfície até encontrar um obstáculo que impediu o avanço

Por Ana Anjos
10/10/2026
Projeto soviético levou décadas perfurar

Imagem gerada por inteligência artificial

Chegar à Lua foi mais simples, em muitos sentidos, do que atravessar a própria crosta do planeta. Em maio de 1970, técnicos soviéticos começaram a perfurar o solo da península de Kola com a meta de alcançar 15 quilômetros de profundidade.

O plano não tinha nada a ver com petróleo ou minério: a União Soviética queria apenas entender, na prática, como se comportava a rocha nas camadas mais profundas da Terra. O experimento recebeu o nome SG-3 e ficou conhecido como Poço Superprofundo de Kola.

Uma torre feita sob medida para o impossível

Foto: Andre Belozeroff

Perfurar tão fundo exigiu equipamentos que não existiam prontos no mercado. A partir de meados da década de 1970, a torre Uralmash-15000 entrou em operação. Erguida especialmente para o projeto, a estrutura tinha 74 metros e suportava o desgaste do maquinário em operação contínua.

Girar a broca da forma tradicional, com força aplicada lá da superfície, deixou de funcionar conforme o poço avançava. A solução encontrada foi uma turbina instalada no fundo do poço, movida pela pressão da lama de perfuração circulando pelo duto.

O peso e o risco de furar a doze quilômetros

Ao passar da marca de doze quilômetros, a coluna de tubos já pesava 200 toneladas. Só para erguer ou baixar esse conjunto, a equipe levava até dezoito horas — uma tarefa simples em qualquer outra perfuração virava operação de um dia inteiro.

O risco de acidente também crescia junto com a profundidade. Em setembro de 1984, pouco depois de o poço chegar a 12.066 metros, parte da tubulação se rompeu lá embaixo. Cinco quilômetros de duto ficaram perdidos para sempre, obrigando a equipe a abrir um novo trajeto a partir dos 7 mil metros.

Descobertas que mudaram a geologia

Mesmo com os contratempos, o material retirado do poço trouxe informações que contrariavam décadas de suposições. Os sinais sísmicos captados da superfície sugeriam uma divisão clara entre uma camada de granito e outra de basalto, mas as amostras reais mostraram que essa fronteira simplesmente não existia ali.

A equipe também encontrou água presa em rochas cristalinas que, até então, eram tidas como impermeáveis, além de sinais de vida microscópica marinha preservados a seis quilômetros de profundidade.

O calor que transformou pedra em argila

Por volta dos dez quilômetros, os termômetros no fundo do poço marcavam quase 180°C. Dois quilômetros mais abaixo, a temperatura passou de 212°C, muito acima do que os modelos geológicos da época previam para aquela profundidade.

Sob calor e pressão tão altos, a rocha deixou de se partir como um material sólido e passou a se comportar como massa plástica, parecida com argila aquecida. Assim que a broca abria caminho, as paredes ao redor se deformavam para dentro e fechavam o espaço recém-perfurado, prendendo os equipamentos no processo.

O fim do projeto e o que restou dele

Pontos-chave
Pontos-chave sobre o Poço Superprofundo de Kola
✓
Projeto SG-3 começou em maio de 1970 para perfurar até 15 km na península de Kola.
✓
Torre Uralmash-15000 de 74 metros foi construída para a perfuração contínua do poço.
✓
Solução técnica: turbina instalada no fundo movida pela pressão da lama de perfuração.
✓
Ao passar de 12 km a coluna de tubos pesava 200 toneladas e operações de içamento levavam até 18 horas.
✓
Amostras mostraram ausência da separação esperada entre granito e basalto e encontraram água e vida microscópica.
✓
Poço atingiu 12.262 metros; perfuração parou em 1992 após corte de financiamento e o local foi lacrado.

O poço atingiu sua maior profundidade em 1989, bem antes de as operações serem oficialmente encerradas. Em 1991, a dissolução da União Soviética cortou o financiamento estatal que sustentava a pesquisa. As atividades de perfuração pararam de vez em 1992, com o poço na marca de 12.262 metros.

O local funcionou como laboratório geológico temporário. Depois, foi formalmente desativado e lacrado com uma tampa de metal blindada. O poço se tornou o ponto vertical mais profundo já perfurado pelo ser humano.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Ana Anjos

Ana Anjos

Jornalista paraibana, com coração pernambucano, fazendo o que ama e contando histórias que importam.

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Sem resultados
Ver todos os resultados

Veja mais

Limão bicarbonato axilas parecer solução

Limão e bicarbonato nas axilas podem parecer uma solução simples, mas especialistas alertam para cuidados importantes

10/10/2026
Projeto soviético levou décadas perfurar

Projeto soviético levou décadas para perfurar mais de 12 quilômetros abaixo da superfície até encontrar um obstáculo que impediu o avanço

10/10/2026
Papa concede título especial igreja

Papa concede título especial a igreja centenária em São Paulo que agora passa a integrar lista de Basílicas Menores

09/10/2026
Mudanças simples rotina beleza ajudam

5 mudanças simples na rotina de beleza ajudam a adaptar cuidados com pele e cabelo para a primavera

09/10/2026
Chefs espanhóis recomendam esperar minutos

Chefs espanhóis recomendam esperar alguns minutos antes de servir depois de colocar sal e azeite no tomate

09/10/2026
  • Contato
  • Política de Privacidade

TNH1

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • TNH1
  • Variedades
  • Tudo Pop
  • Contato
    • Política de Privacidade

TNH1