Por unir fatores como praticidade, valor nutricional elevado e excelente custo-benefício, o “prato feito” (PF) serviu, durante muitos anos, como uma excelente solução para o trabalhador que precisa comer fora de casa.
Entretanto, um levantamento recente do Núcleo de Estudos Econômicos da Faculdade do Comércio (FAC-SP) revelou que a popularidade da refeição pode estar sob ameaça, já que o preço, que é um de seus principais atributos, sofreu alterações significativas nos últimos meses.
De acordo com o relatório da instituição de ensino superior mantida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o atual preço médio do PF, que geralmente é constituído de arroz, feijão, salada e proteína, é de R$ 31,90.
As regiões Sul e Centro-Oeste registram os custos mais elevados do país, com o valor da refeição ultrapassando a marca de R$ 34. Em contrapartida, a região Norte destaca-se como a única localidade que ainda consegue manter as médias abaixo de R$ 30.
A FAC-SP ainda ressalta que a elevação dos preços não significa mais lucro para o bolso dos comerciantes, uma vez que o aumento recente reflete apenas o repasse parcial dos custos operacionais acumulados nos últimos meses, servindo como uma medida de recomposição financeira.
Justificativas para o aumento nos preços do prato feito
Como a inflação dos alimentos in natura tem registrado períodos prolongados de estabilidade, as razões para o encarecimento contínuo do prato feito permanecem pouco compreendidas por grande parte dos brasileiros.
Contudo, em entrevista ao portal CNN Brasil, o economista e coordenador técnico do Índice Prato Feito, Rodrigo Simões Galvão, elucidou o cenário ao apontar que esse fenômeno decorre diretamente de um encarecimento estrutural no setor.
Isso significa que o grande vilão do preço não é a comida no prato, mas tudo o que mantém o restaurante de portas abertas, como as despesas, impostos e salários dos funcionários, que acumulam altas e também acabam precisando ser repassadas para o consumidor final.





