Uma réplica da Estátua da Liberdade instalada em uma unidade da Havan em Natal (RN) amanheceu pichada na última terça-feira (13). O empresário Luciano Hang, dono da rede, ofereceu R$ 10 mil a quem fornecer informações que levem à identificação do autor.
Câmeras de monitoramento da loja registraram a ação por volta das 03h20, que durou menos de um minuto. Na estátua, alguém escreveu a frase “sem anistia Lula 13”.
Como a empresa reagiu ao ataque
Hang classificou o episódio como vandalismo, não como forma de manifestação. Segundo ele, depredar um bem privado não se confunde com protesto legítimo. Para receber denúncias, a empresa abriu um canal telefônico.
A rede varejista também afirmou que registrou boletim de ocorrência sobre o caso e repassou as imagens das câmeras à polícia. O empresário comparou o episódio de Natal a outro ataque patrimonial ocorrido na Avenida Paulista, em São Paulo.
O ato citado por Hang ocorreu durante uma manifestação a favor de Lula realizada no domingo (11), quando a estação Trianon-Masp, na Avenida Paulista, recebeu diversas pichações. No dia seguinte, segunda-feira (12), equipes de limpeza urbana da Prefeitura de São Paulo mobilizaram ao menos três caminhões para remover as marcas e os resíduos deixados no local.
O caso da pichação na loja potiguar segue sob investigação policial, e o canal de denúncias da Havan continua aberto a quem tiver informações sobre o responsável.

Fake news foi detectada por análise técnica
O episódio ocorrido na Avenida Paulista no domingo, porém, acabou virando alvo de desinformação. Uma imagem manipulada passou a circular nas redes mostrando uma suposta funcionária do Metrô de São Paulo limpando as inscrições contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A imagem trazia uma legenda que insinuava que o ônus da limpeza recaía sobre trabalhadores.
O conteúdo foi veiculado no canal oficial da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no WhatsApp, sem qualquer indicação de que se tratava de material gerado por inteligência artificial. Uma análise da agência de checagem Lupa, feita com a ferramenta Hive Moderation, apontou mais de 90% de chance de a cena ter sido inteiramente artificial.
Uma busca reversa permitiu localizar o registro original, publicado pela Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM), que mostrava a estação pichada sem nenhuma trabalhadora na cena. A ausência de sinalização sobre o uso de IA contraria as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o conteúdo de campanhas políticas.





