No dia 11 de agosto, o Corinthians divulgou uma nota oficial por meio de seus canais, como o Instagram, afirmando que não renovaria o contrato de Memphis Depay devido aos problemas financeiros que o clube vem enfrentando. No entanto, o anúncio não foi bem recebido pela torcida. Diante da repercussão negativa, o Timão retomou as conversas com o jogador e firmou um novo vínculo até o meio de 2028. Agora, a Folha de Pernambuco trouxe detalhes sobre os motivos que fizeram o camisa 10 permanecer no time do Parque São Jorge.
Memphis aceitou reduzir os valores do novo contrato
Um dos principais pontos que ajudaram a destravar a negociação foi a mudança na proposta financeira apresentada pelo estafe de Memphis. O atacante aceitou diminuir o impacto do novo vínculo para os cofres corintianos, abrindo mão de aproximadamente R$ 13,7 milhões que estavam previstos nas condições discutidas anteriormente.
A redução ocorreu em diferentes partes do acordo. Memphis deixou de receber uma ajuda de custo mensal de R$ 250 mil, que representaria cerca de R$ 6 milhões durante os dois anos de contrato. Além disso, o valor que o Corinthians precisaria obter por meio de ações de marketing envolvendo o jogador caiu pela metade, passando de aproximadamente R$ 15,4 milhões para R$ 7,7 milhões.
Dessa forma, o novo acordo passou a se encaixar melhor na realidade financeira do clube. O Corinthians ainda terá compromissos importantes com o atleta, mas a redução das exigências criou uma condição considerada mais viável para manter o principal jogador do elenco.
Dívida também entrou nas negociações
Outro ponto determinante foi a maneira como o Corinthians vai quitar os valores que já devia a Memphis. O clube acumulou uma dívida de aproximadamente R$ 42 milhões com o atacante, referente ao contrato anterior, e o novo entendimento prevê o pagamento parcelado entre 2027 e 2028.
Memphis também abriu mão da cobrança de juros, multas e correções sobre esse débito. Isso significa que o Corinthians terá mais tempo para organizar o pagamento, enquanto o jogador aceita receber posteriormente parte importante do dinheiro que já tinha direito.
Pressão da torcida também pesou
A decisão de encerrar as negociações provocou uma reação imediata entre os torcedores. Memphis havia se tornado uma das principais referências do Corinthians desde sua chegada ao clube e teve participação direta em conquistas importantes, como o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil de 2025 e a Supercopa do Brasil de 2026. Ao todo, ele soma 79 partidas, 20 gols e 15 assistências pelo Timão.
Por isso, a saída anunciada pelo Corinthians criou uma pressão esportiva e política sobre a diretoria. A permanência do jogador era defendida por setores ligados ao futebol e também tinha forte aprovação dos torcedores, cenário que aumentou o custo de uma decisão definitiva pela saída.
Depois da repercussão, o clube voltou a negociar e encontrou uma alternativa financeira que permitiu reabrir o caminho para a renovação.
Reunião com presidente mudou o rumo das negociações
Outro momento decisivo para a permanência de Memphis aconteceu durante uma reunião entre o jogador e o presidente do Corinthians, Osmar Stabile. O encontro ajudou a reabrir o diálogo depois de o clube anunciar que não pretendia renovar o contrato do atacante.
A conversa foi importante porque permitiu que as partes discutissem novamente as condições para a continuidade do camisa 10. A partir desse contato, Memphis demonstrou disposição para ajustar alguns pontos do acordo, enquanto o Corinthians passou a trabalhar em uma nova proposta que pudesse atender às necessidades do clube e do jogador.
Conselho precisou aprovar novo contrato
A renovação também passou por uma etapa institucional antes de ser oficializada. Como o novo vínculo envolve compromissos financeiros relevantes para o Corinthians, o acordo precisou ser submetido ao Conselho Deliberativo do clube.
A aprovação foi essencial para que a diretoria pudesse formalizar a permanência de Memphis até 2028. Dessa forma, o processo não ficou restrito à negociação entre o departamento de futebol e os representantes do jogador, já que os novos valores e as condições do contrato precisaram passar pela estrutura política e administrativa do Corinthians.





