Em publicação feita no Instagram, Tadeu Schmidt reconheceu que não consegue se desligar do celular e chamou os seguidores para topar, com ele, a missão de diminuir esse hábito.
Na avaliação do apresentador, a questão não está no aparelho em si, e sim no espaço que ele passou a ocupar em praticamente todos os instantes da rotina.
Ele ressaltou que a tecnologia é uma ferramenta importante de trabalho, mas não a considera totalmente negativa.
Tadeu Schmidt e o vício em celular durante férias
O vídeo foi publicado na última segunda-feira (31) e incluiu um relato sobre como é sua rotina enquanto comanda o Big Brother Brasil, período em que fica praticamente o tempo todo conectado por exigência do trabalho.
Ele contou que muitas vezes pega o telefone para resolver algo pontual e, sem perceber, acaba navegando nas redes por bem mais tempo do que pretendia.
No vídeo, disse que, quando se dá conta, está fazendo scroll da mesma forma como um zumbi agiria, há muito tempo, e chamou esse comportamento de inadequado.
Foi logo após o fim do reality que o apresentador percebeu o tamanho da dependência.
Ao se afastar das telas durante o descanso, aprovou o resultado e passou a enxergar valor real nesse distanciamento.
Ele também chamou a atenção para a forma como o hábito interfere na convivência com outras pessoas: a atenção voltada à tela pode passar a impressão de ausência ou até de falta de educação em certas situações.
Com base nessa experiência, definiu como meta incorporar mais momentos offline à rotina, mesmo fora do período de férias.
O uso do celular no dia a dia dos brasileiros
O relato do apresentador dialoga com um cenário mais amplo: o celular é hoje a porta de entrada quase absoluta para a internet no país.
Levantamento do IBGE mostra que 98,7% dos usuários com 10 anos ou mais acessam a rede pelo aparelho móvel.
Esse domínio do smartphone sobre outras formas de acesso ajuda a explicar por que tantas pessoas, e não apenas quem trabalha na televisão, têm dificuldade de se desligar do aparelho.
Segundo a Fiocruz, a dependência de telas está ligada a prejuízos na qualidade do sono, na capacidade de concentração e no equilíbrio emocional.
Para a instituição, bem-estar digital não se resume a cronometrar o tempo de tela, mas a observar o efeito real que o aparelho tem sobre o descanso e a forma de viver o cotidiano.
Entre as medidas apontadas como capazes de ajudar a retomar esse equilíbrio, está a de deixar o celular de lado durante as refeições.
Também são recomendados o afastamento do aparelho perto da hora de dormir e o cuidado de manter a atenção inteira quando se está com outras pessoas.
Esse é o ponto que Tadeu tenta colocar em prática ao propor o desafio aos seguidores: reconhecer o vício antes de tentar superá-lo.





