Em julho deste ano, Thiago Silva voltou ao Fluminense com um contrato até dezembro. Com 41 anos, já se especula que o atleta possa se aposentar no Fluzão, embora ele ainda não tenha feito nenhuma revelação sobre. Na noite da última terça-feira (18), após a classificação para as quartas de final da Libertadores, conquistada nos pênaltis diante do Independiente Rivadavia, o zagueiro, ao ser questionado se será visto como treinador futuramente, surpreendeu a torcida dando uma notícia: ele tem ajudado Marcão na parte tática.
“O lado treinador me pega um pouco, eu sou fascinado por tática e essas situações de jogo. E o Marcão tem dado essa abertura para que a gente possa de alguma forma ajudar. Antes da reunião principal, nós nos reunimos eu, ele e Fábio para tentar estruturar nossa bola defensiva, que no primeiro jogo sofremos bastante e hoje não sofremos tanto. Eu acho que a leitura dele foi perfeita”, afirmou durante entrevista aos jornalistas na zona mista.
Thiago Silva já está se preparando para ser treinador
A possibilidade de Thiago Silva seguir carreira fora das quatro linhas não é apenas uma ideia para o futuro. O zagueiro começou a se preparar para a função ainda durante a pandemia, quando iniciou o processo para obter a Licença B da CBF.
O projeto avançou nos anos seguintes e, em maio de 2026, o jogador conseguiu a Licença A da UEFA. A certificação permite que ele trabalhe como treinador em categorias de base e em determinadas divisões profissionais, além de exercer a função de auxiliar técnico no futebol europeu.
Isso significa que o interesse demonstrado pelo defensor não surgiu apenas por causa da atual situação do Fluminense. Thiago Silva já vinha construindo uma preparação para, quando encerrar a carreira como jogador, permanecer ligado ao futebol em outra função.
Aposentadoria ainda não tem data definida
Apesar de admitir que pensa em uma carreira como treinador, Thiago Silva não confirmou quando pretende deixar os gramados. O jogador reconheceu que, aos 41 anos, a continuidade em alto nível se tornou mais difícil, principalmente pelas exigências físicas da posição.
O próprio zagueiro afirmou que tenta compensar essa questão utilizando sua experiência para ajudar na organização da equipe. Ou seja, enquanto ainda consegue contribuir diretamente dentro de campo, ele também começa a exercer uma liderança que ultrapassa a função tradicional de defensor.





