Aos 71 anos, o ator Willem Dafoe encontra sua maior felicidade longe dos sets de cinema, na vida rural que construiu na Itália e nas tarefas simples do dia a dia como pilares de sua filosofia de vida.
Em entrevista ao podcast Wild Card with Rachel Martin, o ator disse: “Nunca estou mais feliz do que quando estou lavando a louça e depois colocando os animais da minha fazenda para dormir”.
Lavar a louça após as refeições e acomodar o rebanho ao anoitecer formam uma rotina que lhe traz paz mental. Para Dafoe, essas tarefas superam o glamour da indústria audiovisual. Ele descreveu essa vida simples como fonte de contentamento autêntico.
Aprendizado constante com a natureza
O contato permanente com o trabalho agrícola mudou a forma como Dafoe se relaciona com as pessoas ao redor. O ator abraça a autocrítica e reconhece seus limites diante dos saberes do campo, em uma postura que contrasta com a autossuficiência associada à fama.
Durante a entrevista, Dafoe disse que ainda tem muito a aprender, confia na orientação das pessoas locais e precisa testar por si mesmo o que elas lhe ensinam.
A vida com os animais da fazenda oferece a Dafoe momentos de conexão genuína. Ele tem 35 cabras e ovelhas que o reconhecem e correm em sua direção quando ele as vê. Para o ator, há beleza nesse vínculo: os animais reagem imediatamente à sua presença e esperam que ele abra as portas dos abrigos.
Da formação no The Wooster Group à busca por reconhecimento
Dafoe começou a carreira artística no grupo de teatro experimental The Wooster Group, onde o trabalho coletivo e o desprendimento do ego eram valores centrais. Ele relaciona essa formação à visão que tem hoje sobre fama e prêmios.
Em Fama Tardia, Dafoe interpretou o papel principal de Ed Saxberger, um poeta que trabalhou em uma oficina de correios de Nova York após publicar uma única coleção de poemas décadas antes.
A trama o fez refletir sobre o desejo humano por reconhecimento. Dafoe observou que todos buscamos atenção e validação, e para ele, essa busca se aplica tanto à vida artística quanto à vida fora dela. Embora tenha interpretado o milionário cientista Norman Osborn nos filmes de Spider-Man, não se deixa levar pelo brilho.
Conexão genuína como essência da vida
Para Dafoe, o sentido da vida está no vínculo autêntico com outras pessoas. Ele resume essa visão na ideia de que uma vida boa depende da proximidade e do reconhecimento de que somos interdependentes.
Durante a entrevista, Dafoe disse que, para viver uma boa vida, é preciso se aproximar de outras pessoas, porque estamos aqui uns para os outros por enquanto. A empatia e o apoio mútuo, segundo ele, oferecem plenitude diante das intempéries do mundo.





