Embora a quantidade ideal de horas de sono varie de acordo com a idade, especialistas ressaltam que é ideal dormir por um período que o corpo considere realmente reparador para garantir benefícios.
Porém, de acordo com relatórios do Ministério da Saúde, uma parcela significativa da população brasileira apresenta dificuldades para seguir essa recomendação, com cerca de 20% dos cidadãos descansando por menos de seis horas por noite.
E apesar de problemas como insônia ou distúrbios respiratórios, como a apneia aparecerem entre as justificativas de muitos casos, pesquisas apontam que fatores socioeconômicos, hábitos de vida e problemas de saúde mental também ocupam posições de destaque.
Afinal, vale destacar que rotinas de trabalho exaustivas, acúmulo de preocupações e incertezas e falta de higiene do sono passaram a impactar de forma expressiva no tempo disponível para o descanso e no processo de relaxamento.
Além disso, o aumento nos índices de uso de aparelhos eletrônicos, como televisores, computadores e, especialmente, celulares, também figuram entre as principais causas do problema, considerando que a luz azul emitida por eles atrapalha a produção de melatonina, que é o hormônio do sono.
Riscos de dormir pouco: conheça os impactos do hábito
De forma imediata, o descanso irregular resulta em uma sensação de cansaço intensa, alterações súbitas de humor e sonolência diurna. Já a longo prazo, dormir pouco pode resultar nas seguintes consequências:
- Saúde da pele: o hábito favorece o surgimento de olheiras, aumento de rugas e envelhecimento precoce;
- Saúde cardiovascular: dormir pouco pode aumentar o risco de infarto, arritmias e Acidente Vascular Cerebral (AVC) por conta do aumento da pressão arterial;
- Metabolismo e peso: a privação de sono também causa desregulação do apetite, elevando o risco de obesidade, e ainda aumenta a resistência à insulina;
- Defesa do corpo: a prática reduz a capacidade do sistema imunológico, tornando o corpo mais vulnerável a infecções;
- Saúde do cérebro: ao dormir pouco, o cérebro se torna mais suscetível à ação de proteínas que causam doenças como Alzheimer.
Para prevenir a exposição às consequências citadas, é fundamental reformular a rotina de sono para garantir o descanso adequado, programando horários fixos para dormir e acordar e se livrando de hábitos nocivos antes de se deitar.





