O alerta vermelho foi soado: Após mortes confirmas por consumo de metanol em bebias adulteradas, o Ministério da Saúde publicou informativo oficial de que, no momento, a ingestão de qualquer bebida alcoólica pode ser fatal.
O governo de São Paulo confirmou recentemente a segunda morte relacionada ao consumo de bebidas contendo metanol, um álcool de uso industrial presente em solventes e combustíveis. Até o momento, 225 casos foram notificados no Brasil, incluindo suspeitas e confirmações. São Paulo concentra 192 desses registros, com 14 casos confirmados, incluindo as duas mortes.
Nenhuma dose de metanol é segura, afirmam especialistas
Apesar dos casos recentes de intoxicação por metanol, esse tipo de adulteração em bebidas não é de hoje. Globalmente, estima-se que 40 mil pessoas tenham sofrido intoxicação por metanol desde 1998, com cerca de 14,4 mil mortes
As autoridades ainda investigam se o metanol foi adicionado propositalmente a bebidas falsificadas ou se se trata de contaminação acidental, mas as evidências iniciais apontam para adulteração.
A diferença entre metanol e etanol — o álcool comum de bebidas — é crucial. Embora visualmente semelhantes, os efeitos no corpo são extremamente distintos. O metanol é metabolizado no fígado em formaldeído e ácido fórmico, substâncias altamente tóxicas que atacam o sistema nervoso, os olhos e os órgãos vitais, podendo levar à cegueira, falência de múltiplos órgãos e morte.
Os sintomas aparecem de duas a 48 horas após a ingestão e incluem dor de cabeça intensa, visão turva e acidose metabólica, que sobrecarrega coração, rins e pulmões. Tratamentos comuns, como lavagem gástrica, não funcionam devido à absorção rápida da substância.
Casos graves de intoxicação por metanol são relatados anualmente em diversas regiões do mundo, com altas taxas de mortalidade. A recomendação médica é clara: não existe dose segura de metanol para consumo humano.
No Brasil, a vigilância segue rigorosa, e especialistas alertam que a população deve evitar bebidas artesanais ou muito baratas, como forma de prevenir intoxicações.





