O Ministério da Educação anunciou nesta segunda-feira (19) uma série de medidas relacionadas ao curso de medicina. Ao todo, oito cursos tiveram o ingresso de novos alunos suspenso, enquanto outros 46 seguem sob análise, após desempenho considerado insatisfatório no Enamed 2025, exame que avalia a formação de futuros médicos.
A decisão foi apresentada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, durante encontro com jornalistas na sede do MEC, em Brasília, com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo a pasta, os resultados acenderam um alerta sobre a qualidade do ensino oferecido por parte das instituições.
Por que cursos de Medicina foram suspensos e vagas reduzidas
Os oito cursos com suspensão total de novos ingressos obtiveram nota 1 no Enamed, o nível mais baixo da avaliação. De acordo com o MEC, a maioria dos estudantes dessas instituições apresentou menos de 30% de proficiência no exame, índice considerado incompatível com as Diretrizes Curriculares Nacionais da Medicina.
Além das suspensões, outras universidades também sofrerão cortes no número de vagas. Treze cursos terão redução de 50% nas admissões, enquanto 33 perderão 25% das vagas a partir do próximo semestre. No total, 54 cursos precisarão diminuir sua capacidade de oferta.
O Enamed foi aplicado pela primeira vez em 2024 e passou a ter peso estratégico na política educacional. A prova é aplicada anualmente pelo Inep, em parceria com a Ebserh, e busca medir se os alunos concluintes adquiriram as competências mínimas exigidas para o exercício da profissão.
Na edição de 2025, os estudantes responderam 100 questões de múltipla escolha, abrangendo áreas como clínica médica, cirurgia, pediatria, ginecologia e saúde coletiva.
Segundo o MEC, os dados do Enamed também serão usados para orientar políticas públicas, melhorar a qualidade dos cursos e integrar o acesso à residência médica. A expectativa do governo é que as medidas elevem o padrão de formação e reforcem o atendimento no SUS.





