Em fevereiro de 2026, o percentual de famílias brasileiras com dívidas atingiu 80,2%, o maior patamar já registrado na série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada na última quarta-feira (11) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Na comparação com janeiro, a alta foi de 0,7 ponto percentual, já que no primeiro mês do ano o endividamento atingia 79,5% das famílias.
O levantamento considera como dívidas os compromissos a vencer em modalidades como cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de veículos e imóveis.
Em fevereiro, 19,7% dos entrevistados afirmaram não possuir nenhum tipo de dívida, contra 20,5% em janeiro, indicando uma redução no percentual de consumidores sem débitos.
Inadimplência
Paralelamente ao endividamento recorde, os índices de inadimplência também voltaram a crescer. Após três meses consecutivos de queda, o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso subiu para 29,6% em fevereiro.
A taxa é a mais elevada desde novembro de 2025, quando havia alcançado 30%. Apesar da alta na inadimplência, houve uma leve redução de 0,1 ponto percentual na parcela de famílias que declararam não ter condições de quitar essas dívidas, percentual que passou para 12,6%.
Endividamento por faixa de renda
A pesquisa também revela que o aumento do endividamento foi generalizado entre todas as faixas de renda, com destaque para as famílias com ganhos superiores a cinco salários mínimos.
Entre os lares com renda de até três salários mínimos, o endividamento atinge 82,9%, o mesmo percentual registrado na faixa de três a cinco salários mínimos. Já entre as famílias que recebem de cinco a dez salários mínimos, o índice é de 78,7%.
O menor percentual foi observado entre os consumidores com renda superior a dez salários mínimos: 69,3%.





