Milhões de trabalhadores brasileiros estão de olho na pauta da Câmara dos Deputados desta terça-feira (16). Isso porque os parlamentares devem analisar um projeto de lei que pode alterar uma das escalas de trabalho mais comuns do país: a jornada 6×1, em que o funcionário trabalha seis dias consecutivos e tem apenas um dia de descanso.
A proposta, enviada pelo governo federal, prevê a redução da jornada máxima para 40 horas semanais sem diminuição dos salários. Caso avance, a medida poderá impactar diretamente cerca de 14 milhões de brasileiros que atualmente atuam sob esse modelo de trabalho.
O tema ganhou força nos últimos meses após intensos debates sobre qualidade de vida, produtividade e saúde mental dos trabalhadores. Defensores da mudança argumentam que jornadas mais equilibradas podem contribuir para reduzir o desgaste físico e emocional, além de ampliar o tempo disponível para descanso, lazer e convivência familiar.
O que prevê o projeto em discussão
Na última semana, o presidente da Câmara, Hugo Motta, designou o deputado Leo Prates como relator da proposta. O texto busca regulamentar mudanças já discutidas anteriormente no Congresso por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) relacionada à jornada de trabalho.
Além dos trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a medida alcança categorias que possuem regulamentações próprias, como empregados domésticos, comerciários, aeronautas e radialistas.
O projeto também mantém a possibilidade de escalas diferenciadas por meio de acordos e convenções coletivas, desde que seja respeitado o limite máximo de 40 horas semanais.
A votação desta terça-feira é considerada um passo importante para o futuro da proposta. Embora ainda existam etapas legislativas a serem cumpridas antes de uma eventual entrada em vigor, a discussão já é vista como uma das mais relevantes para o mercado de trabalho brasileiro em 2026, devido ao potencial impacto sobre a rotina de milhões de profissionais.





