A decisão de Carlo Ancelotti de deixar Endrick no banco de reservas durante a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo gerou questionamentos na torcida brasileira. No último sábado (13), o Brasil empatou em 1 a 1 com o Marrocos, resultado que aumentou a pressão sobre as escolhas do treinador italiano.
Apesar do talento reconhecido de Endrick, os bastidores da Seleção indicam que a opção de Ancelotti de deixá-lo de fora da estreia foi além de questões técnicas ou físicas.
Segundo informações reveladas pelos colunistas do UOL Esportes, Pedro Lopes e Danilo Lavieri, o Ancelotti enxerga no camisa 19 um jogador de enorme potencial e acredita que ele pode ser decisivo ao longo da competição. O principal desafio, porém, estaria relacionado à adaptação do atacante às exigências táticas.
O que Ancelotti espera de Endrick
Fontes próximas à comissão técnica afirmam que Ancelotti cobra dos atacantes uma série de funções que vão além da capacidade de marcar gols. Entre elas está a chamada pressão alta, estratégia em que o centroavante participa ativamente da marcação para dificultar a saída de bola do adversário.
Nos treinamentos, Endrick teria demonstrado talento e capacidade de improvisação, características que ajudaram a impulsionar sua rápida ascensão no futebol. Por outro lado, relatos apontam que o jogador ainda apresenta dificuldades para assimilar e executar imediatamente algumas orientações táticas específicas.
Um exemplo citado nos bastidores envolve situações de finalização. Após receber instruções para dominar a bola antes do chute em determinada jogada, o atacante teria voltado a optar pela conclusão de primeira em uma situação semelhante momentos depois.
A avaliação interna é que a cautela de Ancelotti não representa falta de confiança no jovem, mas faz parte de um processo de amadurecimento do jogador em relação a compreensão das funções táticas exigidas.





