O funcionamento dos aplicativos de navegação em grandes centros urbanos voltou a ser tema de debate entre especialistas em mobilidade e motoristas da cidade de São Paulo. Isso porque, nas últimas semanas, cresceu o número de relatos sobre divergências expressivas entre as rotas sugeridas pelo Waze e aquelas indicadas por outras ferramentas do mesmo gênero.
Os casos ganharam visibilidade em grupos de redes sociais e fóruns de discussão, onde condutores compartilham impressões e comparam tempos de viagem e quilometragens obtidos em cada plataforma.
Estudo da Universidade Anhembi Morumbi apresentado em 2021 revelou que o efeito manada no trânsito, causado por aplicativos como Waze, pode redistribuir o tráfego para vias não preparadas. Em São Paulo, rota alternativa entre Bela Vista e Vila Olímpia reduziu tempo de viagem de 77 para 42 minutos, mas aumentou em 120% o volume de carros na Rua Escobar Ortiz no horário de pico.
A resposta seria o fato de o Google Maps se apoiar mais em dados históricos de circulação e em médias estatísticas, enquanto o Waze privilegia o conteúdo enviado em tempo real pelos próprios motoristas, como avisos sobre acidentes, lentidão, bloqueios e interdições.
Waze incorporado pelo Google
O Waze foi criado em Israel em 2008 por Uri Levine, Ehud Shabtai e Amir Shinar. Inicialmente um projeto de código aberto chamado “Freemap Israel”, revolucionou a navegação ao usar os motoristas e seus smartphones como sensores de trânsito em tempo real.
O Waze foi incorporado pelo Google em 2013 e mantém sua característica original de plataforma colaborativa. Atualmente, a rede conta com cerca de 180 milhões de usuários ativos mensais no planeta. Na capital paulista, esse número supera 3,5 milhões de pessoas.





