Um sistema meteorológico intenso que se forma na região do Atlântico Sul, a leste da Argentina e do Uruguai, deve influenciar o clima em parte da América do Sul nos próximos dias. Apesar da denominação popular de “mini-furacão”, especialistas reforçam que o fenômeno não representa risco direto de ventos extremos para o Sul do Brasil.
Trata-se de um ciclone extratropical de rápida intensificação, conhecido tecnicamente como “ciclone bomba” ou “ciclone explosivo”, que deve se consolidar entre esta segunda e terça-feira (23). O sistema é caracterizado pela queda acelerada da pressão atmosférica, o que aumenta sua força em um curto intervalo de tempo.
Ciclone em alto-mar no Atlântico Sul impulsiona massa de ar polar e provoca queda de temperatura no país
Segundo o meteorologista Luiz F. Nachtigall, da empresa Meteorologia do Sul, o fenômeno se forma em alto-mar, afastado da costa, com potencial de gerar ventos que podem chegar a 130 km/h, sem impacto direto significativo sobre o território brasileiro em termos de tempestades severas.
O principal efeito do sistema, no entanto, será a intensificação de uma massa de ar polar que avança pela América do Sul. Esse ar frio deve se deslocar pelo interior do continente, alcançando países como Paraguai, Bolívia e Peru, além de regiões do Centro-Oeste e do Norte do Brasil.
De acordo com previsões meteorológicas, estados como Rondônia, Acre e o sul do Amazonas podem registrar queda acentuada de temperatura ao longo da semana. No Sul do país, a passagem do sistema deve reforçar a sensação de frio devido à atuação dos ventos associados à massa de ar polar.
A previsão indica que o avanço do ar frio ocorre de forma continental, ou seja, pelo interior do continente, o que amplia seu alcance geográfico. Ainda assim, o ciclone em si permanece concentrado no oceano, sem indicar risco direto de eventos severos sobre o território brasileiro.





