Com o passar dos anos, a medicina evoluiu significativamente e passou a desenvolver uma ampla variedade de medicamentos que se mostraram essenciais no combate a diferentes doenças, uma vez que são capazes de inibir a ação de vírus e outros microrganismos.
Todavia, isso não significa que eles sejam letais para todos os tipos de agentes infecciosos, pois segundo um estudo liderado por pesquisadores da Harvard Medical School e do Broad Institute, alguns vírus podem continuar vivendo no organismo.
De acordo com o texto, que foi publicado na revista científica Nature, certos tipos de vírus continuam circulando pelo corpo humano de forma latente, não se replicando ativamente e nem causando nenhum tipo de doença imediata.
Para chegar ao resultado, os especialistas envolvidos na pesquisa analisaram registros de sangue e saliva de mais de 900 mil pacientes. Com isso, foi possível analisar a “carga viral” dos microrganismos de forma ampla.
As avaliações atestaram que, quando o sistema imunológico está fortalecido, os vírus são mantidos sob controle e, com isso, ficam incapazes de manifestar qualquer tipo de consequência.
Vírus latentes: quais microrganismos entram em estado de dormência?
É relevante destacar que a quantidade de vírus capazes de se manter no organismo mesmo após a infecção inicial é relativamente alta, com grande parte conseguindo voltar a atuar quando a imunidade enfraquece. São eles:
- Herpes Simplex tipo 1 (HSV-1): causador da herpes labial;
- Herpes Simplex tipo 2 (HSV-2): causador da herpes genital;
- Vírus Varicela-Zoster (VZV): responsável pela catapora na infância e herpes zoster (“cobreiro”) na idade adulta;
- Vírus Epstein-Barr (EBV): causador da mononucleose (“doença do beijo”);
- HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana): incorpora seu material genético ao DNA das células do hospedeiro e se torna parte do organismo;
- Vírus da Hepatite B (VHB) e Hepatite C (VHC): se aloja no fígado e pode causar inflamações crônicas;
- Papilomavírus Humano (HPV): causador de verrugas genitais e cânceres;
- Vírus T-linfotrópico humano (HTLV): causador de doenças neurológicas ou leucemias.





