Os consumidores já podem se preparar: a partir de 1º de janeiro de 2026, a tarifa da Sabesp terá reajuste de 6,11%, segundo anúncio do Governo de São Paulo nesta segunda-feira (1º/12).
A decisão foi definida pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado (Arsesp) e marca o primeiro aumento desde a privatização da companhia, em julho de 2024.
Como vai ficar a conta de água
O aumento segue a inflação acumulada nos últimos 16 meses, período usado como referência desde a privatização. Para clientes residenciais que consomem entre 11 m³ e 20 m³, a tarifa passará de R$ 6,01 para R$ 6,40 por metro cúbico. Já comércios, indústrias e órgãos públicos sem contrato específico terão o valor ajustado para R$ 15,95.
Alguns municípios da região do Circuito das Águas Paulista, como Bragança Paulista, Joanópolis, Nazaré Paulista, Pedra Bela, Pinhalzinho, Piracaia, Socorro e Vargem, terão reajuste menor: a tarifa residencial entre 11 m³ e 20 m³ subirá para R$ 5,69.
Para quem consome mais, a diferença também será sentida: clientes com consumo entre 21 e 50 m³/mês verão o valor passar de R$ 14,98 para R$ 15,95 por metro cúbico. A variação no aumento residencial vai de R$ 0,39 a R$ 1,07 por metro cúbico, dependendo da faixa de consumo.
O governo tranquiliza dizendo que “não haverá aumento real para o consumidor” e que a tarifa reajustada ficou 15% abaixo do que seria cobrado se a Sabesp ainda fosse estatal. Mesmo assim, especialistas alertam que, com o reajuste, muitas famílias podem sentir o impacto no bolso, especialmente durante os meses de maior consumo ou em regiões com alta demanda de água.
Com o reajuste, a Sabesp segue a regra de correção contratual e prepara o serviço para os próximos anos, enquanto consumidores precisam se ajustar às novas tarifas e se planejar para o início de 2026.





