O celular já virou uma extensão da mão, mas também pode ser um dos objetos mais contaminados da rotina. Levado para todos os lugares — inclusive o banheiro —, o aparelho se transforma em um verdadeiro reservatório de bactérias invisíveis.
Estudos alertam que o simples ato de acionar a descarga libera no ar uma “pluma de banheiro”, formada por gotículas microscópicas capazes de transportar microrganismos como a Escherichia coli, associada a infecções intestinais. Essa nuvem pode alcançar até 1,5 metro de distância, incluindo a tela do smartphone.
Por que o celular acumula mais bactérias do que o vaso sanitário
Pesquisas da Universidade de Barcelona indicam que telas de celulares podem concentrar até 600 bactérias, número cerca de 30 vezes maior do que o encontrado em um vaso sanitário.
Já a Universidade do Arizona aponta que os aparelhos carregam até dez vezes mais microrganismos do que assentos de privadas, principalmente porque o telefone raramente passa por limpeza adequada.
O risco não é apenas teórico. Um estudo publicado na revista Scientific Reports identificou mais de mil cepas bacterianas em celulares usados por profissionais da saúde, evidenciando o potencial de transmissão de doenças.
Para reduzir os riscos, especialistas recomendam evitar o uso do celular no banheiro. Quando isso não for possível, a orientação é higienizar o aparelho logo após sair. A limpeza ideal deve ser feita com pano de microfibra levemente umedecido com álcool isopropílico, substância indicada para eletrônicos. Antes, desligue o celular e retire a capinha.
O procedimento deve ser suave e longe das entradas de carregador e alto-falantes. Produtos abrasivos, alvejantes ou sprays aplicados diretamente na tela devem ser evitados, pois podem danificar o display. Repetir esse cuidado ao menos duas vezes por semana ajuda a manter o celular mais limpo — e a saúde, mais protegida.





